terça-feira, 16 de maio de 2023

EXPECTATIVAS


 Há muito tempo que aguardo o momento que poderei parar de trabalhar.

Muitas pessoas, e muitas mesmo me questionam sobre isso.

Por que você quer parar "tão nova", como se eu tivesse 20 anos de idade e uma vida inteira pela frente.

Trabalho há 36 anos, desde dos meus 15 anos, 8 horas diárias, muitas vezes estudando e trabalhando sem folga nos fins de semana que eram usados para trabalhos e estudos.

Desses anos, há 21 que sou dona de casa, mãe de família, passando noites em claro, e tomando os sustos da maternidade, que só uma mãe conhece.

E tenho que ouvir que sou nova...

Quero liberdade para fazer meus artesanatos, dançar, ler, ouvir músicas fora do ambiente corporativo, não ter compromisso com o relógio de ponto, e muito menos prestar contas das minhas visitas aos médicos, ou ao parque quando me der vontade.

Sair para respirar o ar puro, e brincar com o sol ou simplesmente fazer nada e ficar feliz com isso.

Minha mente quer prestar serviço ao ócio, a escrever todos os livros que tenho na minha mente, e os que ainda não chegaram nela, a compor as musicas que brincam com meus versos, ou simplesmente cantar.

Aprender um instrumento, piano, e tocar, enchendo a vida de mais alegria; do que intrigas do dia a dia.

Viver é muito mais que acordar cedo e ir trabalhar... é tirar um pedacinho para degustar o prazer de estar vivo, por mais 1, ou 30 anos....


terça-feira, 6 de abril de 2021

SINTOMAS DA PANDEMIA

 Olá, pessoas queridas.

Ando bem sumida, eu sei; mas não podem esquecer que minha vida deu uma virada há dois anos. 

Agora sou mãe de família em  tempo integral e como isso muda a vida da gente, meu Deus! mas essa  conversa ficará para outro dia.

Hoje quero desabafar sobre essa pandemia sem fim, porque no Brasil tudo que é passageiro, uma fase, torna-se eterno.

Não sei como vocês, no intimo, estão lidando com isso, para mim é horrível e essa não seria a palavra que eu usaria realmente, ela não resume tudo o que sinto, mas é a mais adequada neste momento.

No principio, acreditei que conseguiria passar por isso de boa, em julho contrai a doença, fiquei em casa por quinze dias, e estou imunizada pela doença até hoje. 

Todos em casa tiveram sintomas, minha irmã caçula, que trabalha na área médica, nos trouxe o presente , mas foi a mais prejudicada, o pulmão dela foi atacado e se não fosse o médico que a atendeu e verificou através do exame de tomografia que ela estava contaminada, teria passado por outra coisa, pois os demais exames não acusaram a doença, e ela poderia ter morrido. 

Nós tivemos sintomas leves, meu filho  perdeu o olfato e o paladar e ainda não se recuperou por completo.

Por estes dias, senti como se uma onda estivesse chegando perto e destruindo tudo, perdemos dois conhecidos próximos, muito mesmo, e a dor, que sentia pelos outros já era grande, agora ficou maior ainda.

Não entendo a cabeça desses que promovem festas clandestinas, ou dos adolescentes que acham que a imunidade é a arma deles. Isso não existe!!! São assassinos carregando o vírus para dentro de casa e exterminando seus pais e avós, além deles mesmos.

Estou triste, muito triste. Procuro não ser muito informada, porque não adianta eu ter a informação se a única coisa que posso fazer é cuidar e mudar a mim. Então declino de saber quantos morreram, quantos estão internados e tanta coisa mais, dói demais.

As notícias continuam a chegar, cada vez que olho o facebook alguém perdeu um parente ou um amigo querido, filhos estão ficando órfãos de pais e mães, e, as pessoas que poderiam mudar alguma coisa se digladiam para saber quem tem a razão.

País triste este, com medo de perder benefícios, com medo de ser decente, com medo de ser correto. 

Sinto-me mais doente hoje do que há alguns anos, uma doença da alma, porque a alma que pena quando a mente não consegue obter resultados corretos. É ela que segura a onda e quando não consegue mais adoece, quer fugir, quer se esconder. 

Faz dois anos que não saio literalmente de casa. Corro para resolver o que não tem resolução pelo celular, vou ao médico para que minha saúde não piore mais, faço pilates e iniciei a dança do ventre, para tentar garantir a sanidade mental, tomo meu remédios corretamente, mas ainda assim, no fim da tarde, quando todas as tarefas do dia foram concluídas, a minha vontade é de chorar. 

Chorar por todos que foram, pela falta de controle desse vírus, pela falta de respeito ao ser humano, aos médicos e toda a equipe que esforça-se para manter os ambientes adequados para os atendimentos, por todos que necessitam se expor para por os alimentos dentro de casa, por aqueles que não tem o que por dentro de casa e muitas vezes nem a quem recorrer, pelas pessoas que não conhecem o desespero de não poder oferecer nada àqueles que esperam pois não tem de onde tirar.

Nossos corações estão mais sensíveis, mas muitas vezes esquecemos que todos deviam alimentar-se todos os dias e não somente uma vez por semana, ou na páscoa, ou no Natal, e essa situação que estamos vivendo está demonstrando isso.

Eu nunca tive que encarar uma realidade desta, quando criança e adolescente, meus pais trabalhavam duro para por o alimento dentro de casa e não faltar nada para que fossemos à escola, pois antes o "governo" não fornecia nada, muitas vezes os professores pediam um pouco a mais de cada um que pudesse comprar e esse material era fornecido ao aluno necessitado, sem que os outros soubessem; eu mesma fiquei sabendo disso há alguns anos, pois na minha cabeça todos eram iguais.

Bom gente, estou me prolongando, e não era o que eu queria, mas já estou mais leve, ao menos para tocar o dia, 

Reflitam. Eu acredito que quem tem sempre pode fazer mais, ou ao menos, não perca a oportunidade, todo aquele que bate a sua porta pedindo alimento  oferece uma oportunidade para que sua bondade flua, meu conselho não julgue, ajude.

Beijos e ótima semana para vocês.







sábado, 24 de agosto de 2019

MATURIDADE

Quando tinha quinze anos achava que nunca completaria 30. Tinha certeza que morreria antes e que ninguém sentiria minha falta, achava que era quase invisível.
Quando completei trinta anos me surpreendi porque estava casada (!!!) e grávida, eu que nunca  imaginei ser dona de casa e mãe, eu que sempre tive certeza que não conseguiria cuidar de mim, agora estava prestes a cuidar de outra pessoa.
Prestes a completar 37 anos e com dois filhos pequenos, pedi a separação depois de uma traição, na realidade tudo já estava ruim, a traição só terminou de destruir o que já estava ruindo.
Vida nova, recomeço, muitas lutas... Como é difícil crescer...
Hoje, as portas dos meus 48 anos, consigo ver que por mais difícil que tenha sido, estou conseguindo seguir.
Nem tudo saiu como eu idealizei, mas Deus sabe de tudo, de absolutamente tudo e as atribulações do dia a dia vamos resolvendo, como um novelo de lã com nós, desmanchando um a um.
Aprendo a cada dia com meus filhos, com meus gatos, com a vida e me aperfeiçoando em tudo que posso.
A vida tem um sabor diferente agora, mais leve e agridoce.
Estou saboreando, degustando essa fase.
A maturidade é fantástica, tem seus detalhes: a menopausa, a alteração de humor, os ossos que se manifestam, mas estou encarando como consequências do envelhecimento.
Descubro a cada dia um motivo a mais para ser feliz...
E acho que tem que ser assim, e me sinto muito bem assim...
Beijos enormes e ótima maturidade para vocês,



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

LEMBRANÇAS DO ANO VELHO


O tempo tem passado rápido, um sopro.
2018 foi um ano de conclusões, algumas que eu nem esperava.
As crianças estão altas, grandes e felizes...
Enfim estamos na nossa casa, uma agradável surpresa que Deus nos preparou pelos caminhos que só ele conhece, e através das mãos de minha irmã tornou-se uma realidade.
Outras coisas vão se ajeitando, se arrumando no tempo certo. 
Os sonhos continuam rondando minha cabeça, mas agora posso ter calma, mais calma.
Minha filha retornou para as aulas hoje com vontade de ir, toda feliz porque reviu os amigos, porque está todo mundo junto de novo, outra menina.
Meu filho ainda está se recuperando, podemos dizer que esta rebelde da fisioterapia: tem que fazer mas acha que é bobeira, eu ando encarando como um período sabático, logo ele volta ao normal.
Acostumar às tarefas, por as coisas no lugar e ir andando, sentindo coisas diferentes novas e conhecidas... Estou saboreando essa nova fase.
Que Deus ilumine os nossos caminhos e nos abençoe nessa nova estrada.

Beijos a todos.




terça-feira, 3 de abril de 2018

FILHOS ADOLESCENTES



Ser mãe e "pai" de crianças já é difícil, imagina de adolescentes?
é uma insegurança tão grande porque a gente não sabe se está acertando ou errando, pior quando quer ser diferente, e recebe criticas por esta atuação.
Não quero ser amiga dos meus filhos, quero criá-los para o mundo. Pode não ser do jeito que todo mundo acha, mas queria tentar criá-los sem diminuir, menosprezar, sem envergonhar; fazê-los tomar decisões e arcar com as consequências.
Sem mentiras, porque não quero que mintam, quero que busquem a verdade, que tenham senso critico e aprendam a tirar a própria conclusão sobre qualquer coisa.
Converso com eles sobre tudo que quiserem e também sobre o que não querem, escuto tudo o que dizem, pondero tudo, sem preconceito ou receio, porque quero o canal sempre aberto entre nós, quero participar da vida deles.
Escolhi participar do que ser surpreendida.
A caminhada é meio solitária, ouço todas as opiniões, mas no fim, preciso estar certa do que farei, então, normalmente já tenho uma decisão.
Resumindo: assumi tudo e seja o que Deus quiser e posso afirmar que acima de tudo, só ele para me auxiliar, pois nessa caminhada não existe o caminho certo, existe o percurso se erramos ou acertamos só futuro dirá.


sábado, 2 de janeiro de 2016

FEVEREIRO/2015

O retorno ao trabalho sempre é complicado para mim.
Demoro "seculos" para entrar no ritmo, o corpo quer cama, suavidade, liberdade e a mente tem que pegar no tranco.
Há tempos que o ambiente institucional não tem me deixado feliz. Há um desgaste físico, emocional e psicológico que me faz gastar ainda mais força para continuar, mas enfim, não tem muito o que fazer.
Levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, esse é meu lema; às vezes é complicadoooo, difícil, mas não deixo o desânimo me pegar.
Afinal  sou separada, tenho filhos e sou quase um faz tudo em casa, ao menos na parte administrativa e preciso ter esperança, e correr atrás porque sou eu e mais ninguém .
Tenho que fazer ajustes diário, reanalisar situações, rever meus conceitos, minhas atitudes, sou quase uma mutante (risos), mas a vida tem o dom da transformação e aprendemos que é bem o que Darwin disse:"... Não são os mais fortes que se sobrevivem, mas os que se adaptam melhor às situações..."
Adequar é muito mais fácil do que ficar insistindo em um ponto que não dá certo, e perdemos um tempo danado e precioso, podem acreditar, sei exatamente do que estou falando, e garanto que é melhor ser como a água que contorna as pedras do caminho, do que tentar quebrá-la.

Reflitam.

foto: nectantaurus. blogspot.com.br







JANEIRO/2015

O mês foi bom, tive férias, tive momentos com as crianças.
Fiquei infinitamente emocionada, desbravei novas estradas, aumentei minha autoconfiança.
Retornei ao trabalho com uma sensação de precisar descansar mais, mas, enfim, é preciso continuar.
Estar de férias com a família é bem interessante, eu gosto de estar em casa, perto deles, sentindo o carinho e compensando a falta que eles me fazem durante todo o restante do tempo que estou longe.
É super divertido, a vida fica mais leve, mais fácil e tudo ganha um brilho diferente.
Na realidade família é família, com seus defeitos, suas qualidades, suas manias, conviver da melhor forma é tudo de bom.
Minha família é como qualquer outra, de uns tempos para cá brigamos menos, criamos menos caso uns com os outros, minhas crianças estão naquela fase aborrecente de ser,  as continuam carinhosos, beijoqueiros, querendo colo... Minha mãe, devido à idade está meio implicante, mas faz parte, é só ter paciência, tolerância e tratá-la com carinho. Minha irmã ma é meu braço direito, quase pai das crianças, controla mais, põe de castigo, enfim me auxilia nas questões do dia a dia. Temos nossas diferenças, nossas opiniões e vamos levando, seguindo e sendo feliz.
Nunca imaginei que seria assim, mas passamos por tanta coisa juntos que nos fortaleceu e nos uniu. Não posso dizer que todos os dias estamos felizes como a família do comercial de margarina, mas aprendendo a superar os obstáculos, sempre, e posso garantir juntos fica mais fácil.

Essa foi a lição de janeiro.


foto site: abrata.com.br

RETROSPECTIVA

Queridos amigos,

Um ano passou-se sem eu aparecer por aqui, não foi descaso, foi falta de tempo e filhos adolescentes que tomam conta de todo e qualquer eletrônico que possa haver na residência.
Enfim, este ano prometo ser mais frequente, pois histórias não faltam.

Fiz uma retrospectiva dos meses, com os fatos que mais me marcaram durante o ano, como tenho 2 blogs, vou dividir as matérias escritas e espero que vocês gostem.

Para todos meus desejos de paz, amor, dinheiro e muita, muita mesmo saúde, porque só dependemos dela para realizar nossas conquistas.

Beijo enorme e curtam a retrospectiva.




terça-feira, 2 de dezembro de 2014

AO ENCONTRO DE MIM

Minha cabeça está borbulhando com tantas informações e uma vontade imensa de escrever sobre os mais variados assuntos de uma vez só. 
Tenho a impressão de estar sofrendo de uma overdose intelectual, o que não é nada fácil no meu caso.
Assisto séries, sou fissurada pelas policiais,mas neste domingo abri uma exceção e  assisti a duas séries brasileiras que refletem a minha vida atual: "As 3 Teresas" e "Os Homens São de Marte E É Pra Lá Que Eu Vou".
Na primeira, a Tereza mãe é viúva e mora com a Tereza avó e com a Tereza filha.
São vários universos num só local, vários pontos de vista, várias vidas, mas no fim tudo igual.
Tereza mãe procura um homem "perfeito" ou que tenha no mínimo as qualidades importantes para ela, sendo assim, está namorando um moço, e eventualmente sai com outro, pois os dois se completam (essa história me soa familiar..); Tereza filha, adolescente, 17 anos, a fase não sou mas posso ser, tem um namoro aberto, mas sente ciúmes se o "namorado" sai com outra, além de querer provocar ciúmes no mesmo, beijando o professor...; Tereza avó, eu diria que ela é a adolescente de meia idade, que procura emoções que não pode ter na infância, via de regra é a confidente da neta, e fica ao lado dela, assim como às vezes não.

Na segunda série adorei o tema: mulher separada, com mais de 40, sem filhos, que, pelo que ela pensou, já tentou de tudo: o amor da vida, o homem perfeito, o imperfeito, sexo casual, sexo por sexo, relacionamentos abertos e que agora parou. Chegou à conclusão que se tiver que acontecer, acontecerá ( eu duvido um pouco dessa filosofia, mas não percorri todos os caminhos ainda).

Fico pensando: nós tivemos um caminho árduo até aqui, brigamos contra preconceitos, nos masculinizamos, estudamos, trabalhamos fora.
Provamos para nós mesmas que somos capazes, inteligentes e temos jogo de cintura e agora? O que nos falta?
Voltar às raízes?Ser a dona de casa impecável, a mãe perfeita e zelar por um casamento "feliz"...
Não sei vocês, mas eu estou cansada. Mesmo quando acontece a separação, que temos filhos, ficamos com a parte mais trabalhosa, prazerosa também, mas não tem como negar que exige muito de nós.
Temos que vestira armadura e ir para a guerra diária, enfrentar os dragões do trabalho,  os leões do trânsito, e enfim, quando chegamos ao lar, temos que enfrentar a escravidão dos trabalhos domésticos, e quando chegamos no presente de Deus, estamos cansadas sem energia e paciência.
O final do ano piora um pouco a situação, eu sempre quero colo nesta época, mas isso está em falta no mercado, é um tempo de reflexão, mas sinceramente? Tem anos que prefiro não refletir, queria mesmo hibernar.

Enfim as séries me fizeram pensar o que realmente quero de hoje para frente, e serão pensamentos longoooos.

Espero que para vocês também. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

REPAGINANDO SENTIMENTOS

Há algum tempo estive envolvida com uma pessoa muito especial.
Alguém que me fez perceber as possibilidades amorosas que estavam ao meu alcance, mas por esses revezes da vida, que nunca entendemos e que não nos cabe entender, apenas aceitar, acabou.
Primeiro a sensação foi de indignação, seguida por outra de raiva, e mais uma de tristeza e enfim minha conhecida: a rejeição.
Não vou saber explicar a dor profunda, como se abrisse um buraco, e a dor jorrasse.
Onde, em alguns momentos, senti meu coração com uma pequena chama, agora é só o gelo novamente.
Depois de todo esse tempo, nunca imaginei que isso pudesse acontecer novamente, e tenho tentado a todo custo arrancar essa dor no peito, mas ela não sai.
Achei que poderia ser o orgulho se manifestado e não aceitando a derrota de ser substituida por outra pessoa e pior, não fazer a menor falta.
Muitas pessoas costumam dizer: " ele não te merecia.", mas será que eu o merecia?
Não sei e não vou saber.
O sentimento que tenho é que vou jogando as coisas fora, tirando loucamente, mas não esvazia, a dor está aqui, parecendo que quer se esconder para reaparecer no pior dos momentos.
Vou vivendo, porque já sobrevivi a outros males, e tenho a vida toda pela frente, tenho sonhos e desejos.
Vou ficar com as lembranças do toque, da voz, do riso, do carinho.
Não devo chorar pela dor de perder, mas devo me alegrar por ter vivido.
Acredito que em algum momento eu vá chegar nesse estágio, mas não agora.
Ainda estou na fase de luto....
Um luto que se tornou uma luta, porque quero me livrar, mas volta e meia está tudo lá, acenando para mim.
Muito complicado esse negócio de sentimento, de se deixar levar pelas emoções, um dia  eu aprendo, um dia eu chego lá, tenho fé, mas até esse dia chegar....
Ao contrário do que possa parecer, não tenho raiva, só esse sentimento de  descarte, mas, de certa forma, tenho até a agradecer.
Achei que não sentiria mais nada parecido por alguém, nem algo tão singelo. Descobri que ainda sou capaz de gostar amorosamente de alguém.
Os outros "gostares" eu sei que sou capaz, assim como os outros tipos de amor, mas me apaixonar de novo, isso me parecia impossível.
Sempre achei que adolescentes viviam este tipo de sentimento, e talvez eu seja adolescente... aos 42 anos... vai saber?
Vivemos de forma diversa, alguns marcam os anos, as experiências, os sentimentos.
Eu vivo num redemoinho de sensações, de forma muito intensa, como eu nunca vivi em toda a minha vida, estou me dando o direito de sentir, de viver coisas e situações que não tive a chance anteriormente, mas como costuma-se dizer: estamos vivos para viver.
E vou seguindo, caindo aqui, levantando lá. Em algum momento isso há de passar, afinal as coisas desaparecem, somem, só nos cabe deixar o tempo agir, a poeira acumular, que aos poucos se esquece a intensidade do sentimento, e assim nos preparamos para mais uma aventura.
C'est la vie!
E é bela, muito bela.

E o amor, bem ninguém melhor que Vínicius de Moraes para nos lembrar:

"...Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
..."

O que me falta é aplicar essa frase incondicionalmente em minha vida.

Beijos a todos

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

SENTIMENTOS...SENSAÇÕES...

Ouço as músicas no rádio e parece que todas sabem das sensações que estão envolvendo meu espirito.
Falam de amor,  de perda, de paz, de paciência e de solidão.
Todos os sentimentos deram o ar de sua graça na minha alma, promovendo e preparando-a para levantar-se, para seguir...
Devemos viver tudo intensamente,  os ruins principalmente, para não deixar vestígios.
Devemos chorar, com a alma, com os olhos, intensamente, para que a sensação ruim saia de sua vida de uma vez, para ser libertada e dessa forma estar pronta para as novidades, para continuar vivendo leve, linda e feliz.
Tudo sem pressa, no seu momento. 
Esquecemos que devemos cuidar de nós com o mesmo carinho e dedicação que cuidamos de um ente querido, ter paciência e fazer de tudo para que esteja em paz, e dentro desta paz possa voltar a ser o que sempre foi: feliz.
Estar vivo implica em passar por coisas boas e ruins, cada uma com a sua carga de aprendizado, de emoção. Devemos respeitar, entender e seguir, estamos aqui para isso.....
Só que às vezes é tão díficil, tão complicado. Parece que a porta fica bem emperrada e demora uma eternidade para melhorar, mas sempre melhora, sempre.
Ter fé é fundamental, ter paciência é essencial, e saber correr atrás de tudo isso é incrivelmente necessário.

Boa reflexão, beijos a todos....

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

RELAÇÕES ABERTAS, ENTREABERTAS OU SEMI-ABERTAS E FECHADAS


Sei bem que os tempos mudam, que as relações mudam, mas está tudo tão confuso que fico pensando até que ponto tudo vai mudar.
Outro dia eu vi uma matéria na internet falando sobre o fim da relação monogâmica.
Não sei se seria o fim, mas as pessoas estão sem vontade de ficarem juntas, basicamente querem alguém para transar, indo um pouco além disso já começa a ficar complicado, não sei se é medo do envolvimento, ou meramente comodismo, mas tá complicado, viu.
Eu mesma não sei exatamente o que quero.
Porque é tão difícil achar o ponto da relação. Quando começo a sair com alguém, fico observando para saber o que realmente vai rolar. 
A pessoa te chama para sair, mas às vezes tem um relacionamento, que não é um casamento, não é noivado, nem namoro, aí ela acha que não tem relacionamento (???????), ou então é casado e quer se divertir, ou namora e cansou da rotina.
Acho isso tão estressante. Fala sério: fazemos escolhas durante toda a vida e como, no meio das nossas escolhas, queremos rever o escolhido sem abrir mão do que escolhemos?
Poderíamos escolher entre as relações que citei acima: aberta, entreabertas, semiabertas e fechadas; todos os envolvidos devem estar cientes do que está rolando.
Só que o egoísmo do ser humano não permite essa singeleza de caráter. 
Parece que sente-se um prazer de enganar e ao mesmo tempo de possuir.
Está muito complicado.
Sentimento parece que causa fobia, as pessoas tem medo, não querem se machucar, mas podem machucar os outros, não querem respeitar, mas querem respeito, querem fidelidade (!!!!!), mas não querem ser fiéis.
O contexto da relação é importantíssimo, no meu ponto de vista  defino as relações da seguinte forma: 

Aberta é uma relação sem compromisso, onde os integrantes tem a flexibilidade de curtir a companhia de quem estiverem a fim, sem laços, sem mágoas, sem sentimentos, sem responsabilidades, acusações ou possessividade. Entra e sai a hora que quiser, que der, que estiver afim, não se pergunta nada, apenas curte-se o momento;


Entreaberta ou semiaberta: parecida com a anterior, só que menos flexível, mas com o mesmo intuito: desfrutar da companhia, sem estabelecer laços muito fortes, pode-se sair, e voltar, desde que esteja tudo bem para ambos, e deve-se averiguar sempre se tem mais alguém na parada, e aí cabe-se verificar se continua e assume os riscos, ou termina o relacionamento.

Fechada: essa é mais comum, básica. Quando estamos num relacionamento sério, onde olhamos para a mesma direção e temos o mesmo objetivo. Deve haver confiança, respeito, companheirismo, sinceridade, amor.... Deve-se pensar no outro antes de si, não é assim quando amamos? Conta-se como relação fechada: casamento, relação estável, noivado, namoro; toda e qualquer relação onde os interessados exijam exclusividade, ou que o tom da relação deixe isso claro.

Eu poderia dizer que este tipo de relação está falido, mas na realidade eu não acredito nisso. Creio que é um modelo que deveria ser seguido, pois se as pessoas gostam, amam não deveriam querer ficar, cuidar, e estar perto? E quando o amor, o respeito acabam simplesmente comunicar a outra parte e ir embora? Deixando o outro cuidar das feridas, juntar os caquinhos e continuar seu caminho?
Mas o egoísmo e o machismo ( infelizmente os homens ainda são maioria ) não admite deixar o outro ser feliz, ter o que não se pode mais oferecer....

Claro que posso estar equivocada, mas eu olho para o mundo hoje e vejo assim, amanhã posso olhar diferente, mas está muito complicado mudar o ponto de vista.....

Beijos a todos. Reflitam, afinal o mundo pode ser um bom lugar para viver.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A CORAGEM E NOSSAS EMOÇÕES

Tenho ouvido com muita frequência as pessoas dizerem que precisam de coragem para realizar coisas do dia a dia tipo: uma roupa diferente, um corte de cabelo, um novo caminho, uma nova emoção.
Será que é preciso coragem para algo tão cotidiano?
Eu acredito que não. Para mim é preciso coragem para entrar em uma dívida grande ( comprar uma casa ), pular de para-quedas, pular na piscina / mar ( rs rs rs rs rs ), andar de balão, ser piloto de fórmula I, por filhos no mundo, criar esses filhos e mais ainda se for fazê-lo sozinha, separar-se, trocar um emprego fixo pelo seu sonho,  assumir seus erros e arcar com as consequências disso, brigar por um ideal, acreditar em você quando o mundo inteiro grita: NÃO!!!!!,  e tantos outros que nos fazem tremer na base e pensar: será que vou conseguir?  Será que dou conta do recado?
Assumir sua palavra, sua responsabilidade, seus sonhos e desejos, respeitar o outro e a si mesmo, independente do mundo, para isso sim é preciso coragem, é preciso peito, é preciso ser muito macho ( mesmo sendo menina,  kkkkk).
Não sou perfeita e passei perdi muito tempo com coragens bobas, mas aprendi que o mundo vai além e se quisermos seguir devemos mergulhar de cabeça e não por a ponta do pé.
E se nos machucarmos? Bem, é simples. Passa pelo período de luto, cura as feridas, junta os caquinhos, cola tudo muito bem com "bonder" e se joga de novo, porque a vida só vale a pena se é feita de emoções, todo o resto deixamos: a roupa que não vestimos, o perfume que nunca usei, a lingerie perfeita, os sonhos não realizados, o abraço não dado, o beijo reprimido, o carinho evitado.....vamos embora vazios de emoção, de aventura, mas inteiros, sem um caquinho fora do lugar, será que a vida valeu a pena?
Acho que não. Devemos ter bom senso, mas viver é essencial.....

Beijos a todos e reflitam.

FÉLIX E A VIDA REAL

Como já disse em uma de minhas postagens não sou noveleira, mas vez por outra alguma coisa me chama a atenção e a bola da vez é o personagem Félix da novela Amor à Vida.
Ele é mau, tem um coração amargurado, além de querer acabar com quem se põe diante dos seus propósitos, mas será que ele é tudo isso mesmo?
Nesta semana foi ao ar a cena onde os personagens tomam conhecimento de que ele depositou a filha da irmã adotiva numa caçamba, achando que a mesma havia morrido no parto.
Lógico que a atitude dele foi imperdoável, mas quando ele começa a explicar o que levou a tomar a atitude, o gesto.... fiquei pensando no quanto os pais são responsáveis pelo que vai na cabeça dos filhos.
Um bebê é sempre um bebê, e como todo ser diminuto chama para si todas as atenções e como isso fica na cabeça da criança mais velha?
Eu sei como fica. Fui filha única por 4 longos anos, cresci entre adultos e não me lembro se fui "paparicada" durante este período porque minha memória não alcança, mas sei que quando minha irmã nasceu, eu tive uma sensação de abandono, me senti como um brinquedo antigo que a gente põe de lado quando ganha um novo.
Passei muitos e muitos anos com essa sensação de estar atrapalhando, nunca quis matar minhas irmãs, nem primas, nem sobrinhas, porque gradativamente essa sensação ia aumentando conforme chegava crianças novas. Ao contrário do Félix me habituei a ser posta de lado, e fui levando minha vidinha.
Dizer que não machucou, que não magoou seria hipocrisia minha, a dor é bem aquela mesmo, do fundo da alma, mas o que fazer? Matar? Não, as crianças não tiveram culpa, os adultos é que não souberam lidar com a situação, as marcas ficam na gente, mas põe-se um "mertiolate" e se a ferida teimar em abrir a gente vai lidando com ela de acordo com a situação.
Hoje tenho 2 filhos, um menino e uma menina.
Quando fiquei grávida da minha filha, minha primeira preocupação e comprometimento com meu filho foi jamais pô-lo de lado, jamais estimular a concorrência entre eles, jamais ter preferências explícitas, aceitá-los com suas qualidades e defeitos e reconhecer em cada um o ser especial que representam.
Acho que tenho conseguido, fácil não é, mas vou tentando, não quero que sejam Félix e Paloma no futuro e sei que não serão, meu filho dá um de bravo com a irmã, gosta de irritá-la e de por apelidos que eu não tolero, mas ao menor sinal de indisposição ou chateação da pequena, ele vira seu protetor, seu melhor amigo, seu enfermeiro....chega a ser comovente.
Não quero perdoar o personagem até porque ele foi muito longe, mas como saber o que passa num coração desprezado?  Mas acho que devemos prestar muita atenção aos nossos filhos, está sob nossa responsabilidade a formação dessa criança que será o adulto de amanhã.
E lembrem-se: nem sempre é necessário ir embora para se abandonar alguém....

Boa reflexão....beijos

foto: www.templosagrado.tikal.blogspot.com.br

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

COMO NASCEM OS BEBÊS?

Meus filhos já fizeram essa pergunta quando eram mais pequeninos e dei a resposta básica:" Papai pôs uma sementinha na barriga da mamãe, e a sementinha cresceu e virou você, depois de um tempo, quando já estava grandinho, você nasceu"
Naquela época essa explicação serviu para eles com seus 6 ou 7 anos, mas sexo e como viemos ao mundo ainda é um assunto polêmico e que nos deixa de cabelo em pé. 
Pode ser que uma ou outra mãe, ou algum pai consiga se sair bem da pergunta, mas é complicado, e para ser simples, o ideal é que não minta para a criança e fale de  forma que ela entenda porque é através desses questionamentos  que vamos criando os vínculos, os laços com nossos rebentos.
Eu explico. Fico verde, roxa, rosa, furta cor, mas respeito a curiosidade deles e vou respondendo, tomando o cuidado para focar exatamente no que perguntaram, para não ir além.
Ouvi dizer que devemos perguntar por que a criança quer saber, meu perguntava sempre porque eu queria saber sobre qualquer assunto, eu acho que não pergunto aos meus pequenos, na realidade não me lembro, pois sempre esqueço que eles estão crescendo, e que são crianças em desenvolvimento, e quando a pergunta surge, fico em choque e tenho que disfarçar que é bem natural.....( risos ).
Meus filhos já passaram da fase do como nascem os bebês, já ando conversando com minha pequena sobre menstruação,  pergunto se "namora", o que é namorar para ela, essas coisinhas.
O menino já é mais arredio, respeito o jeito dele, mas se acho que está acontecendo algo, vou indo pelas beiradas e pergunto, às vezes sou mais objetiva, outras menos, afinal é um novo enfoque, o outro lado da questão.
Quero manter os laços, quero estar próxima, ter sempre a porta aberta para todos os assuntos, sejam quais for. 
Entendo que as vezes pode ser meio constrangedor, mas se eles não conversarem comigo, a mãe, ou tirarem alguma dúvida com o pai, ou com as tias e o tio que são mais próximos, tirarão onde? Na rua? 
Muita coisa eu tive que aprender assim, muita coisa fui obrigada a aprender na prática, afinal naquele tempo ( anos 80 ), o senhor "google" nem existia, e livros sobre educação sexual era praticamente um tabu. 
Qualquer coisa que perguntava era motivo para achar que queríamos fazer algo de errado, então o medo era muito maior. Podíamos perder o mínimo de liberdade que tínhamos.
Eu devia estar no colegial, quando a professora pediu autorização para ministrar aulas de educação sexual, e como quem decidia esse tipo de coisa era meu pai, tinha que pedir permissão direto para ele, senti um alívio sobremaneira na voz dele quando eu disse que a professora de biologia ia falar sobre o assunto e precisava da autorização por escrito. Ele quase escreveu uma carta de agradecimento à professora por pegar para si algo tão difícil.
Hoje, tudo está mais fácil, as novelas e programas de TV acabam mostrando mais do que devem, e por este motivo as crianças ficam mais curiosas, mas quando a gente trata o assunto com naturalidade ( o máximo possível para nós ) eles acalmam e prestam atenção, acabando também sentindo que é natural.
Fácil, não é, mas garanto vale a pena.

Boa sorte e beijos a todos.

Foto: e-mocoes.blogspot.com.br

domingo, 22 de setembro de 2013

Maturidade e Liberdade

A separação deixou em minha alma uma marca difícil de ser apagada, mas a pouco tempo entendi que não deve ser eliminada, deve ser absorvida e através dela devo  amadurecer.
E como é complicado conseguir essa tarefa. 
A superação da dor, da humilhação, do cansaço causado por um ato falho, que calou profundamente no coração, e todas as consequências que se sofre por isso nos traz a certeza da derrota emocional e pessoal.
Eu tenho reconhecido alguns sinais de maturidade em mim, e junto com eles a liberdade de alguns atos. 
Seguir o caminho da libertação, implica em ter coragem e ousadia para pensarmos menos no que o outro vai dizer e mais no que é importante para para nós.
Estar diretamente ligada aos seus sentimentos e necessidades mais do que a aprovação de quem for, afinal, nossa vida nos pertence, e não sabemos o que é bom ou ruim para nós, quem dirá quem não está na nossa pele.
Outra coisa que se aprende vivendo as situações que vivi é que nada dura para sempre, nenhuma situação, condição ou qualquer outra coisa sobrevive para sempre, somente nosso espirito, e quando voltar nem  se lembrará totalmente do que aconteceu, por isso, devemos viver de acordo com o que achamos bom para nós, e com o que nos deixa feliz.
Cada um sabe do que necessita, a cada ano que passa começamos a entender que a juventude é apenas uma flor e que como tudo, tem seu ciclo; quando o ciclo acaba restam as raízes, que não são belas, mas é o que sustenta literalmente a flor. Concluo então que a beleza, é efêmera, assim como tantas outras coisas em nossa vida, e o que vale mesmo é o que conseguimos construir de sólido, de concreto, de sustentável para seguirmos.
A vida pode ser vazia, mas não precisa....
Todos temos coisas boas para mostrar e mesmo quando não conseguimos enxergar-las algumas pessoas conseguem, e talvez nesse momento esteja a magia, enfim.
Boas buscas. 
Eu estou me descobrindo a cada dia, com simplicidade, aceitando meus defeitos, buscando minhas qualidades e querendo distribuir o que vejo de bom no mundo.
Tente você também, afinal a vida é boa, mas não é fácil e se fosse fácil que graça teria? Através das dificuldades descobrimos nossa capacidade de mudança, nossa flexibilidade e adequação.
O mundo é do jeito que é e nós não podemos alterá-lo, mas podemos fazer isso conosco. 

Beijos

foto:site www.ocontradioriodenos.com.br

sexta-feira, 19 de julho de 2013

E SE EU NÃO ESTIVER AQUI AMANHÃ?

Duvido que esta pergunta não tenha passado muitas e muitas vezes nas  cabeças das mães que são separadas e tem filhos pequenos ainda, que, de uma forma ou de outra, precisam de sua assistência.
Eu, até algum tempo atrás, evitava tal pensamento, mas fui obrigada a cair na real, após alguns exames de rotina que não ofereceram o resultado que eu esperava, seguidos de uma internação por estresse, resultando em níveis altos de diabetes e pressão.
Conclusão: Não somos eternas. Somos frágeis, somos seres humanos ( você achou que era uma mulher maravilha?!!!!  risos ), passíveis de adoecer e de morrer, como qualquer outro ser vivente sobre a Terra.
Neste momento exatamente, estou em mais uma discussão, que eu sei que será infrutífera, pois a pessoa com quem falo não possui a capacidade de assimilar opiniões diferentes da dele.
Isso tem me deixado muito e muito nervosa ( 02 dias com dor de cabeça está bom para vocês?).
Também tenho minhas deficiências de assimilar como uma pessoa que, deveria ser responsável por outras vidas, só consegue enxergar seu próprio umbigo.
Será que todas nós vivemos o mesmo drama? Creio que não. Isso depende muito das escolhas que fizemos, dos termos onde a história tomou outros rumos, de como começou e porque acabou.
Os sentimentos que tenho são muitos e nenhum positivo; entre tantos outros a decepção comigo (afinal eu fiz a escolha ) é muito maior e não posso negar que  na maioria das vezes esse sentimento me congela para outras relações. Estou tentando, mas  é muito complicado se arriscar, mas se não me arriscar como saberei se sou capaz?
O grau de exigência subiu muito para um relacionamento sério, então aguardo e vou vivendo
Eu não achava que seria um risco, mas a maturidade me ensinou isso, antes dela, eu  estava meio perdida, buscando caminhos que talvez não me pertenciam, mas em muitos eu insisti em seguir.  Errei e agora só me resta levantar a cabeça e dar a volta por cima.
O pavor de deixar meus filhos sem a minha presença física ainda é uma constante, ainda é uma possibilidade, como eu disse, sei q não sou eterna, mas queria ficar mais tranquila.
Entender que somos frágeis e humanas nos dá a certeza de que temos que preparar nossos pequenos para a vida, para o mundo, mesmo não querendo abandoná-los nunca.
Se você tiver a sorte de poder deixá-los com alguém que os ame tanto quanto você ótimo, caso contrário, devemos orar, rezar e pedir a Deus que tenha piedade de nossas crianças e nos conserve por mais um pouco.....

Beijos.....

Foto: papel parede windows

segunda-feira, 1 de abril de 2013

LUTO DA ALMA


Sabe quando todas as coisas que você acredita e toda a fé que você deposita em alguém vão por terra?
Quando seus sonhos mais preciosos vão desvanecendo aos seus olhos e aos poucos tornam-se pó?
Assim é que começa o luto da alma.
Tem vezes que precisamos de dias para nos recuperar, às vezes precisamos de anos e ainda assim não conseguimos apagar as dores, os traumas.
Viver implica em termos uma boa dose de paciência e carinho conosco para cuidar dos ferimentos, das aparar o choro, acalentar a alma.
Já passei por algumas situações assim em minha vida. Algumas muito difíceis, ao menos naquele momento e com a mala de experiências que eu tinha.
Tem algumas que eu ainda fico remoendo, deglutindo, absorvendo, para ver se dói menos, ou se terei coragem de ousar outra vez, mas certas ousadias exigem muito do nosso estado emocional.....e eu ando bem carente nesta parte.
Tudo que é objetivo exige uma ação, coisas da alma exigem mais, exigem coração, exigem envolvimento e desprendimento, e não estou pronta para isso.
Fico observando os casais de namorados, normalmente os adolescentes, onde a experiência é completamente nova, primeiro amor....ah, como é lindo perceber nos olhares a adoração, a paixão brotando, a cumplicidade ( e cá entre nós, hoje em dia já não acontece com todos ), toda a inocência do começo. Sou arremessada ao passado e lembro do primeiro beijo tão desajeitado que dei (kkkk), mas tão importante para mim, talvez nada comparado com o que vai acontecer aos meus filhos, ou o que aconteceu com vocês, mas tão especial, que consigo me lembrar até da roupa que eu estava (kkkkkk).
Todos temos emoções saudosas que nos fazem pensar num momento de decepção "por que não fui por ali?" e hoje eu até me atrevo a responder: " Porque não era seu caminho ."
E como escolhemos outro caminho, se nos machucarmos, devemos curar as feridas, mas ao nosso tempo, não tem remédio para esse tipo de dor, então temos que ter paciência muittttta paciência.
É comum de não se querer um novo envolvimento  por medo da dor, mas quanto a gente não se machuca negando o que ainda podemos oferecer de bom, de amor?
Minhas reflexões me fazem acreditar que perdemos muito tempo nos protegendo e que às vezes precisamos de alguém que se atreva a querer arrancar da gente o que guardamos com tanto cuidado.
Acreditar no que ouvimos pode salvar nossa alma, principalmente se soubermos que é verdade, que é real. 
Ter consciência de suas qualidades e se envolver com você mesmo pode trazer um benefício enorme, além de lançar suas expectativas à frente. 
Quando me perguntam quantos anos eu tenho, faço questão que a pessoa deduza, sei que aparento menos idade, porque é genético na minha família, mas ouvir de outrem que você está muito bem reforça a auto estima e deixa seu dia mais bonito.
Tente verdadeiramente cuidar de você, dos seus sentimentos para que esteja pronta a receber o que a vida tem de melhor para oferecer.
Fácil não é, exige vontade, esforço, dedicação e coragem. Por que coragem? É muito fácil sentar e ficar observando o mundo, se queixando da vida, difícil é levantar e ir à luta, com tudo que ela pode oferecer.
Beijos a todos.


Foto: www.mulheresquecomandam.com.br

sexta-feira, 8 de março de 2013

E AGORA, MARIA?


Já faz algum tempo que estamos tomando as frentes de trabalho das empresas, dividindo as atividades da vida profissional com a doméstica, e a cada dia,  respondendo por mais responsabilidades, por mais tarefas.
Nós queremos a perfeição: ótimas profissionais, filhas irrepreensíveis, mães excepcionais, esposas adoráveis e amantes sedutoras. ( Aff ! !!! ).
E damos conta? Não sei. Somos humanas, cometemos erros, falhas e tentamos dia após dia acertar, e mesmo tentando, vez por outra, erramos.
A cobrança da sociedade é fichinha perto do que esperamos de nós, e isso nos faz adoecer, perder limites, murchar; mas não desistimos porque o que mais queremos é vencer, custe o que custar.
Aprender a conviver com os erros e acertos da vida cotidiana é necessário, mas será que somos capazes de reconhecer a nossa humanidade, a nossa fragilidade, os nossos extremos?
Eu tento, mas ainda não sou capaz, minha esperança é conseguir um dia.
Certa vez, li um artigo onde a escritora desabafafa sua insatisfação em ter que assumir tantos papéis ao mesmo tempo e ainda criticava as incentivadoras do movimento feminista. Será que não seríamos mais felizes se ainda ficássemos em casa, cuidando dos filhos, do lar e com a parte mais "leve" da vida ?
Eu não conseguiria. Tenho dentro de mim  aquela vontade de descobrir, de aprender, de liberdade para realizar os meus projetos, os meus desejos.
Talvez eu seja meio radical, mas faz parte da minha personalidade, do meu jeito de encarar a vida.
Já pensei, em épocas de férias, quando a vida é mais amena, em mudar tudo: largar o trabalho e viver de artes; quase como uma "hippie"; mas sinceramente? Eu não sei por quanto tempo isso vingaria.
Gosto de dar opinião, de arrumar as coisas, de ajudar a solucionar problemas, de fazer de cada dia, um novo dia. Nem sempre o dia será bom, mas é bom quase sempre.
Bem, Marias, Joanas, Franciscas, e toda essa inifinidade de mulheres que concivem conosco reflitam: a vida é linda, e cheia de nuances; sempre teremos várias opções e cada uma delas terá a sua consequência; mas o que realmente importa é que você alcance o que mais almeja: a felicidade.

Beijos a todas e um ótimas comemorações.

Fotos: http://sinhacroche.blogspot.com.br/2012/03/dia-internacional-da-mulher.html

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O BEBÊ CRESCEU... E AGORA?


Noite dessas, numa de nossas conversas, minha pequerrucha veio me dizendo que seu irmão seria "dono do próprio nariz" aos 13 anos. 


Achei graça da história, mas não perdi a oportunidade de fuçar um pouco mais no assunto e então saí com essa: " Realmente seu irmão será dono do próprio nariz aos 13 anos. Ele vai poder dizer ao nariz dele se pode ou não espirrar, e com essa idade só iisso."

É engraçado como o mecanismo da mente das crianças funciona. Eu me lembro que queria sair de casa aos quinze anos ( risos ), tinha certeza que ia sair de casa e cuidar do meu próprio nariz, mas a gente começava a trabalhar mais cedo, tínhamos sonhos diferentes do que as crianças tem hoje em dia, mas fiquei ao mesmo tempo aturdida e surpresa.
Não estou muito acostumada com meu menino, tão bonzinho, doce, bem humorado ir se transformando em um adolescente cheio de ira do mundo, encrenqueiro e mal educado.
Claro que passei por essa fase, e acreditem ou não, eu era uma peste. Uma pestinha bem parecida com ele, cheia de contestação, cheia de razão, cheia de argumentos, lembro também de minha mãe gritar muito comigo, mas, olhando hoje, acho que ela não gritava, o tom de voz dela é alto mesmo ( risos ). Sentia-me a incompreendida, a desprezada, o fantasma indo de lá para cá sem ser notada, mas preferia não ser notada.
Ele não, impõe sua presença, fala grosso e algumas vezes chega a ser estúpido. Sigo podando meu " ogrinho", tentando fazê-lo entender que as pessoas podem ser tratadas de outra forma, mas vou te contar: como é complicado essa história de adolescente, credo!
Consigo ver no fundo, bem no fundo que aquele menino, o da primeira fase, ainda está lá, talvez meio confuso, cheio de dúvidas, talvez não. Ele tem o péssimo hábito de ser introspectivo, observador e reúne todas as armas necessárias para o ataque e as usa, às vezes meio torto, outras certeiras, e eu, a mãe, vou lidando com os humores oscilantes da criança em crescimento, em desenvolvimento.

Aos poucos vou entendo o que quer dizer: "Ser mãe é padecer no paraíso." . Simples assim e tão complicado como isso pode parecer.

Vai ser complicado, mas já passei por algumas outras fases, hei de conseguir sair dessa também, nem vencedora nem vencida, apenas aprendendo que o ser humano é uma coleção de caixas que abrimos uma a cada fase.

Beijos a todos

Foto: htpp://colunas.revistaepoca.globo.com