sexta-feira, 8 de março de 2013

E AGORA, MARIA?


Já faz algum tempo que estamos tomando as frentes de trabalho das empresas, dividindo as atividades da vida profissional com a doméstica, e a cada dia,  respondendo por mais responsabilidades, por mais tarefas.
Nós queremos a perfeição: ótimas profissionais, filhas irrepreensíveis, mães excepcionais, esposas adoráveis e amantes sedutoras. ( Aff ! !!! ).
E damos conta? Não sei. Somos humanas, cometemos erros, falhas e tentamos dia após dia acertar, e mesmo tentando, vez por outra, erramos.
A cobrança da sociedade é fichinha perto do que esperamos de nós, e isso nos faz adoecer, perder limites, murchar; mas não desistimos porque o que mais queremos é vencer, custe o que custar.
Aprender a conviver com os erros e acertos da vida cotidiana é necessário, mas será que somos capazes de reconhecer a nossa humanidade, a nossa fragilidade, os nossos extremos?
Eu tento, mas ainda não sou capaz, minha esperança é conseguir um dia.
Certa vez, li um artigo onde a escritora desabafafa sua insatisfação em ter que assumir tantos papéis ao mesmo tempo e ainda criticava as incentivadoras do movimento feminista. Será que não seríamos mais felizes se ainda ficássemos em casa, cuidando dos filhos, do lar e com a parte mais "leve" da vida ?
Eu não conseguiria. Tenho dentro de mim  aquela vontade de descobrir, de aprender, de liberdade para realizar os meus projetos, os meus desejos.
Talvez eu seja meio radical, mas faz parte da minha personalidade, do meu jeito de encarar a vida.
Já pensei, em épocas de férias, quando a vida é mais amena, em mudar tudo: largar o trabalho e viver de artes; quase como uma "hippie"; mas sinceramente? Eu não sei por quanto tempo isso vingaria.
Gosto de dar opinião, de arrumar as coisas, de ajudar a solucionar problemas, de fazer de cada dia, um novo dia. Nem sempre o dia será bom, mas é bom quase sempre.
Bem, Marias, Joanas, Franciscas, e toda essa inifinidade de mulheres que concivem conosco reflitam: a vida é linda, e cheia de nuances; sempre teremos várias opções e cada uma delas terá a sua consequência; mas o que realmente importa é que você alcance o que mais almeja: a felicidade.

Beijos a todas e um ótimas comemorações.

Fotos: http://sinhacroche.blogspot.com.br/2012/03/dia-internacional-da-mulher.html

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O BEBÊ CRESCEU... E AGORA?


Noite dessas, numa de nossas conversas, minha pequerrucha veio me dizendo que seu irmão seria "dono do próprio nariz" aos 13 anos. 


Achei graça da história, mas não perdi a oportunidade de fuçar um pouco mais no assunto e então saí com essa: " Realmente seu irmão será dono do próprio nariz aos 13 anos. Ele vai poder dizer ao nariz dele se pode ou não espirrar, e com essa idade só iisso."

É engraçado como o mecanismo da mente das crianças funciona. Eu me lembro que queria sair de casa aos quinze anos ( risos ), tinha certeza que ia sair de casa e cuidar do meu próprio nariz, mas a gente começava a trabalhar mais cedo, tínhamos sonhos diferentes do que as crianças tem hoje em dia, mas fiquei ao mesmo tempo aturdida e surpresa.
Não estou muito acostumada com meu menino, tão bonzinho, doce, bem humorado ir se transformando em um adolescente cheio de ira do mundo, encrenqueiro e mal educado.
Claro que passei por essa fase, e acreditem ou não, eu era uma peste. Uma pestinha bem parecida com ele, cheia de contestação, cheia de razão, cheia de argumentos, lembro também de minha mãe gritar muito comigo, mas, olhando hoje, acho que ela não gritava, o tom de voz dela é alto mesmo ( risos ). Sentia-me a incompreendida, a desprezada, o fantasma indo de lá para cá sem ser notada, mas preferia não ser notada.
Ele não, impõe sua presença, fala grosso e algumas vezes chega a ser estúpido. Sigo podando meu " ogrinho", tentando fazê-lo entender que as pessoas podem ser tratadas de outra forma, mas vou te contar: como é complicado essa história de adolescente, credo!
Consigo ver no fundo, bem no fundo que aquele menino, o da primeira fase, ainda está lá, talvez meio confuso, cheio de dúvidas, talvez não. Ele tem o péssimo hábito de ser introspectivo, observador e reúne todas as armas necessárias para o ataque e as usa, às vezes meio torto, outras certeiras, e eu, a mãe, vou lidando com os humores oscilantes da criança em crescimento, em desenvolvimento.

Aos poucos vou entendo o que quer dizer: "Ser mãe é padecer no paraíso." . Simples assim e tão complicado como isso pode parecer.

Vai ser complicado, mas já passei por algumas outras fases, hei de conseguir sair dessa também, nem vencedora nem vencida, apenas aprendendo que o ser humano é uma coleção de caixas que abrimos uma a cada fase.

Beijos a todos

Foto: htpp://colunas.revistaepoca.globo.com

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SEUS FILHOS TE OUVEM?


Na maioria das vezes que chamo atenção das minhas crianças ou converso com elas sobre assuntos mais profundos, tenho a sensação de que 98% do que eu falo não fica registrado na cabecinha deles, será?
Tenho uma vívida memória da minha infância e adolescência, até porque boa parte disso está registrado em diários que acumulei por anos.
Lembro de ações e de coisas que meu pai falava, do comportamento da minha mãe comigo, de uma forma bem clara e específica, certas coisas ficam gravadas na mente e outras guardadas bem fundo na alma.
Eles tem uma agilidade mental incrivel, mas ao mesmo tempo um certo cansaço ou falta de interesse nas coisas corriqueiras, talvez seja minha ausência (?????) que esteja maior do que eles possam tolerar (!!!!!!). Afinal são muito carentes.
O desafio diário me faz uma mãe um pouco menos presente do que eu gostaria, mas ainda assim, gosto de ler para eles, de fazer lição com eles, de ativar o racíocinio deles, fazer desafios.
Queria ajudar mais, mas será que eu consigo?
Lembro que eu era muito responsável pelas minhas coisas, ninguém me mandava nada, eu queria realizar coisas e mais coisas, mas não sou ponto de referência, tanto que sempre quis que eles tivessem uma infância diferente.
Preocupo-me, como toda a mãe, com o futuro das minhas "crias", peço a Deus para que eu possa estar presente, ver meus netos, e ajudá-los da melhor forma possível, mas gostaria mesmo de saber se o que eu falo, instruo, indico, quanto disso, qual a porção vai ficasr marcada na vida deles e fazê-los progredir?
Será este o dilema de toda a vmulher moderna? As casadas, as separadas, as comum relacionamento indefinido?
Não sei, mas fico tão, tão doida com isso, que às vezes queria penetrar na mente deles para tentar descobrir, da melhor forma possível, como interessá-los.
Será que eles precisam de freios? Não sei. Será que precisam de limites? Mais? Vou ter que encarcerá-los..... ().
Tem vezes que me sinto um fracasso, mas sei que não sou.
É como plantar no deserto....a gente não sabe se vai vingar e tem que ficar torcendo.
Uma aventura essa história de maternidade, mas já que estamos aqui, vamos à luta.


domingo, 26 de agosto de 2012

O Contraditório do Dia a Dia


Já pensou na possibilidade de insistir na realização de uma coisa e ao mesmo tempo torcer contra?

Ai, ai, ai. Sim, existem pessoas assim. Olhe para mim e olharão para uma delas.
Levanto a bandeira de que os filhos de pais separados devem ter uma relação sadia com as crianças, promover, mais que qualquer coisa, o bem estar dos pequeninos.... Mas dóiiiiiiii, aíiiii como dói, você ver seus anjinhos, aquelas crianças pelas quais você dá a vida, sorrindo, feliz e contente, com aquele ( que você sabe ) que não faz um pingo de sacrifício pelo bem estar das crianças.
Aiii, tenho ímpetos de bater, mas bater para machucar na quantidade que me sinto machucada. 
Não pelas crianças, em hipótese alguma, para eles é um momento de "felicidade" que às vezes dura um fim de semana, outras  6, 4 horas, depende do bom humor do ser; mas pelo ser em si, que posa de "O Bom Pai", fazendo muitas fotos e postando nas redes sociais como se fosse "o onipresente".
Embrulha meu estômago, quase tão potentemente quando eu estava prestes a me separar, me irrita tão profundamente, tão profundamente, que se eu pudesse batia para passar toda a minha raiva, a ira que ainda mora aqui dentro de mim e plenamente despertada nestes momentos.
Minha determinação é tratar minha cabeça, para poder tratar meu corpo e ser uma pessoa melhor.
Queria mesmo que meus filhos enxergassem agora que o pai deles não é tudo isso, muito pelo contrário; mas será que seria bom para meus pequeninos? Não sei....tenho medo do sofrimento deles, mas ao mesmo tempo penso: "Não é assim que crescemos? ", não queremos que que aqueles que amamos se machuquem, mas faz parte da vida....se é o que nos deixa mais fortes.......e céticos.
A única coisa que acredito piamente é que meu amor por eles é maior do que qualquer coisa, mas não posso negar que a insegurança às vezes bate fundo, o medo deles optarem mais por ele que por mim.
Quando vejo a Maria da Penha ( personagem da Thaís Araújo em Cheias de Charme ) passando por todos aqueles perrengues com o ex-marido, vejo meus dramas um a um na tela. O menino que é super fã do pai e que, às vezes, até parece preferí-lo à mãe que morre e mata por ele. Aquela cara de idiota que ele faz cada vez que comete uma besteira é minha conhecida há séculos e assim como a Penha aprendi a ser dura e a entender que não é apagando os incêndios dele que você vai conseguir consertá-lo e depois de consertado, com certeza você nem vai querer mais vê-lo. 
Já briguei muitas vezes com meu filho por conta das atitudes do pai, que acha que porque eu tenho uma condição financeira melhor que a dele ( fique bem claro que isso é algo encravado na cabeça dele e só acontece lá ), deveria aliviar o lado dele vez por outra.
Batalho como todas vocês, levanto cedo ( à pulso, porque detesto) todos os dias, normalmente chego mais tarde em casa para dar conta do trabalho, ajudo os danadinhos no dever de casa, quase não saio se não for com eles, e direciono grande parte dos meus esforços para manter uma vida digna, muito longe do que eu sonhei, porque sempre quis ter a minha casa, meu carro, fazer mais uma faculdade......e dar, além da escola ao menos mais uma ou duas atividades extra curriculares, o que não consegui ainda.
Agora, como ouvi outro dia: " se como arroz e feijão todo dia e tá bom, ótimo; mas se eu como arroz e feijão todo dia, mas quero comer uma picanha vez por outra, vou ralar para isso." Então é isso, tô ralando e tentando entre uma e outra rasteira da vida conseguir o que desejo.

Não me arrependo de nada, a não ser de ter casado, mas Deus enviou meus filhos para compensar, o resto não ouço ou faço que não ouço. Estou feliz e é o que importa, o resto vou levando...entre um estresse e outro.



domingo, 17 de junho de 2012

Os Pais, Novos Pais!

Quinta-feira eu estava indo para o ponto de ônibus, quando ouvi um pai conversando com sua filha pelo celular. A menina me pareceu pequena, pelo teor da conversa, mas foi emocionante, segue o trecho:
..."- Estou com saudades de você também, filhinha, o papi não vê a hora do sábado chegar para ficarmos juntos....( intervalo)... Vamos passear, sim. E a escola? Já fez a lição? Então faz de manhãzinha, não deixa sem fazer não, viu, filhinha? Papai está morrendo de saudades, quero tanto te ver. Um beijo, meu amor, e até sábado."
Uma conversa comum certo? Errado. Desde que entrei nesse novo mundo das mulheres separadas o que menos vejo são pais querendo estreitar a linha da emoção com os filhos. Sinto sim, um certo querer que o filho esteja sempre atrás, como se tivesse que mendigar amor.
Isso me dá uma tristeza, não poderiam ser todos como o pai da conversa acima?
As crianças sofrem com a ausência do pai, e eles não percebem.
Essa semana por aqui foi diferente. O pai  resolveu ficar com eles de sábado para domingo ( cá entre nós ) um milagre, mas vamos completar a informação: depois de 1 mês praticamente sem vê-los, sem ligar para saber se estão bem, para perguntar da escola, de como estão se saindo, apesar a escola ainda é nova.
Meu filho sofre toda vez que o pai diz que não vem, que não tem dinheiro ou e principalmente quando diz que não pode vê-los porque vai viajar ......
A minha pequena é menos encanada, mas essa atitude é uma forma de mascarar o sofrimento, às vezes fico pensando o que realmente passa no coraçãozinho e na mente rápida e dedutível dela.
Quando o pai diz que não vem, meu filho chora baixinho, quietinho, e isso me dá uma dor no coração, que se transforma em força e o que mais me dá vontade é de socar o ser para ver se sente metade da dor que o menino sente.
Eu me sinto culpada, afinal fiz a escolha ou topei conceber os filhos com ele. Minha esperança é que as crianças cheguem a mesma conclusão: que é necessário amar as pessoas de verdade e não só da boca para fora, e quando dissermos isso, estamos assumindo um compromisso: o de se doar ao relacionamento, viver imensamente esse sentimento, não podando as pessoas dele, mesmo depois, se acontecer algo.
Do meu lado, os trato com muito amor e carinho sempre, não quero que se sintam inadequados e nem que mendiguem amor de ninguém.
Então não critico, converso, explico, busco não brigar, não gritar ( nem sempre é possível ), e sempre os cubro de carinho, de beijos, abraços e muito amor.
Procuro estar perto, quero participar sem invadir.
Infelizmente, sinto que eles sentem falta, a necessidade dessa presença do pai, tão esperada, e ao mesmo tempo tão fragmentada na vida dos meus pequenos. Cada uma das crianças aceita / rejeita o ser, e tenho pouco a fazer, não posso pregar algo que não acredito.
Só peço a Deus 2 coisas: pais mais presentes na vida dessas crianças e aos que não tem esse benefício, que no futuro, consigam reverter a situação a seu favor.

Beijos a todos

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

OS HOMENS QUEREM CASAR.....

Outro dia estava em um consultório e folheava uma das revistas disponíveis e me dei com uma matéria um tanto interessante aos meus olhos: " Os Homens querem casar..." ( !!!!!!!!???????)

De acordo com a estatística obtida através do site de relacionamento: " Par Perfeito", os homens são os que querem ter um relacionamento sério ou casamento. Bom, pelo que foi apresentado a diferença percentual é bem pouca, mas eu acredito que  as mulheres  estão descobrindo que o mundo fora do matrimônio nos dá mais perspectivas.

Não vou generalizar, mas em grande maioria, os homens buscam estabilidade, e pretendem encontrá-la nos braços de uma mulher, só que depois de algum tempo, os braços da escolhida já não é suficiente para acolher tudo o que deseja, e a estabilidade, ainda que desejada, se torna incômoda.

Certa vez, ouvi de um amigo que na realidade, os homens não traem porque deixam de gostar da companheira, mas sim porque tem uma necessidade enorme de variar, considerando que cada mulher é de um jeito e tem sua maneira própria de dar carinho, eles precisam se aperfeiçoar.....

Penso eu aqui com meus botões, e se por acaso a mulher/esposa/companheira resolvesse variar, ter mais experiências, buscar, com outros homens, novas maneiras de dar carinho????? Qual seria a reação deles?

É muito fácil olhar a situação apenas por um prisma: o seu. Altamente confortável, agora quando vira o cubo, mudam as consequencias da ação.

Eu nunca gostei de magoar ninguém, então procuro andar de acordo com minhas convicções, não ganho nada além da minha consciência tranquila, mas vale a pena.

Com tantos questionamentos sobre minha atual situação amorosa ( diga-se de passagem, mais dos outros do que por mim), chego a conclusão novamente de que estar sozinha e bem incomoda quem está casado ou não, não sei se é o fato das pessoas estarem num bom ou num mau momento, mas eu sei que incomoda.

Eu, basicamente acredito que todo mundo tem direito a novas experiências, sejam elas boas ou ruins. 

Eu tive que passar por muitos baixos para reconhecer que não preciso provar nada para ninguém, e o que basta na minha vida é estar feliz, sorrir tem sido meu melhor remédio, tem várias vantagens: não dá rugas e cala as especulações.

Aos meninos: vão ter que me convencer de verdade que querem se casar para viver  do lado da mulher amada, sem magoá-la por motivos bobos ou vazios. Casamento é muito mais do que sexo todo o dia ou juras de amor eterno.

Às meninas: somente casem se acreditarem que serão mais felizes juntas com seu amado, tenham certeza disso. O Casamento pode ser ótimo, mas é necessário muito mais do que amor para fazê-lo durar......

Não é que não acredito no amor, a questão é que sei do que é necessário para que ele prevaleça e posso garantir, fácil não é, mas se estiver com alguém que deseje e trabalhe para os mesmos objetivos que você, se entregue porque vale a pena.

Beijos a todos

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ANTES SOZINHA QUE MAL ACOMPANHADA


Todo mundo me diz a mesma coisa: a idade está chegando e você vai ficar sozinha para sempre?



Eu poderia dizer várias coisas, mas definitivamente não tenho uma resposta que as pessoas não tentem me convencer de algo que tenho forte dentro de mim: não preciso casar para ser feliz.

Outro dia estava lendo uma matéria na minha revista preferida ( CLÁUDIA ), que enfocavam porque alguns homens querem casar e outros não, e na resposta do Não encontrei "minha alma gêmea".....

Eu entendo que nem todos os relacionamentos são iguais, que amanhã posso ter outra mentalidade, que posso ficar doente ( e quem vai cuidar de mim?????), mas nenhuma dessas alternativas me convence que eu estaria mais feliz acompanhada do que como estou hoje.

Tudo tem seus prós e contras: minha filha ( 7 anos ) me disse certa vez que deseja ter 2 filhos, mas que não precisa se casar para isso.....Lógico que esta mãe que vos fala ficou com os cabelos em pé, mas o q ela disse tem sentido, se eu analisar o que ela vivencia: uma mãe batalhadora, que corre atrás do que quer e não fica esperando nada de ninguém, além de que na visão dela, o pai não é lá muito participativo em sua vida, e vê a mãe sempre por perto, correndo atrás do que eles querem e do que ela mesma quer. Acho que acabo passando para ela a impressão de que sou auto-suficiente, mas existem outros ângulos.

O meu estado atual traduz a minha vontade de sempre: ser independente, ter meu espaço, controlar ao menos a minha vida, e só a minha porque já dá um trabalhão.

Estar com alguém reflete ainda o que já passei com o pai das crianças, talvez esteja traumatizada, mas me sinto tão enormemente bem, que não sei se vou querer a vida a dois de novo e sinto que isso incomoda as pessoas sobremaneira.....chega a ser engraçado.

A possibilidade de estar errada é tão grande quanto a de estar certa.....o importante é que estou bem.

Não sou imune, muito pelo contrário, amanhã ou depois posso me apaixonar por alguém e tan tan tan.....quem sabe o que pode acontecer?

Eu acredito que amor, paixão é uma loteria, nunca tive a sorte grande, gostei demais, sofri, chorei, como todas. 

Talvez eu sempre quisesse mais do que todo mundo, e por isso no final, me contentei o que estava ao meu alcance.

Bom, mas acredito que tudo tem dois lados, a experiência pela qual passei me deu várias lições, estou assimilando-as aos poucos, às vezes tudo é bem complicado, e deve ser administrado em doses homeopáticas, ando me comportando assim.

Sei que ainda vou incomodar algumas pessoas, mas o que elas não observam é que por trás de tudo que fazemos sempre existe o lado que não vem à tona, como no ditado: "todo mundo vê as pingas que eu bebo, mas ninguém vê os tombos que eu tomo.", e eu garanto que a vida é bem por aí.

Vou seguindo, como Deus quiser, afinal, ele toma conta de mim e, normalmente é no colo dele que choro quando tropeço e caio, quando me machuco. 

E como eu digo sempre: a vida nos aplica lições o tempo todo, deveríamos aprender a observar, mais que reclamar, e já seríamos pessoas bem melhores.

Beijos a todos