sábado, 24 de agosto de 2019

MATURIDADE

Quando tinha quinze anos achava que nunca completaria 30. Tinha certeza que morreria antes e que ninguém sentiria minha falta, achava que era quase invisível.
Quando completei trinta anos me surpreendi porque estava casada (!!!) e grávida, eu que nunca  imaginei ser dona de casa e mãe, eu que sempre tive certeza que não conseguiria cuidar de mim, agora estava prestes a cuidar de outra pessoa.
Prestes a completar 37 anos e com dois filhos pequenos, pedi a separação depois de uma traição, na realidade tudo já estava ruim, a traição só terminou de destruir o que já estava ruindo.
Vida nova, recomeço, muitas lutas... Como é difícil crescer...
Hoje, as portas dos meus 48 anos, consigo ver que por mais difícil que tenha sido, estou conseguindo seguir.
Nem tudo saiu como eu idealizei, mas Deus sabe de tudo, de absolutamente tudo e as atribulações do dia a dia vamos resolvendo, como um novelo de lã com nós, desmanchando um a um.
Aprendo a cada dia com meus filhos, com meus gatos, com a vida e me aperfeiçoando em tudo que posso.
A vida tem um sabor diferente agora, mais leve e agridoce.
Estou saboreando, degustando essa fase.
A maturidade é fantástica, tem seus detalhes: a menopausa, a alteração de humor, os ossos que se manifestam, mas estou encarando como consequências do envelhecimento.
Descubro a cada dia um motivo a mais para ser feliz...
E acho que tem que ser assim, e me sinto muito bem assim...
Beijos enormes e ótima maturidade para vocês,



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

LEMBRANÇAS DO ANO VELHO


O tempo tem passado rápido, um sopro.
2018 foi um ano de conclusões, algumas que eu nem esperava.
As crianças estão altas, grandes e felizes...
Enfim estamos na nossa casa, uma agradável surpresa que Deus nos preparou pelos caminhos que só ele conhece, e através das mãos de minha irmã tornou-se uma realidade.
Outras coisas vão se ajeitando, se arrumando no tempo certo. 
Os sonhos continuam rondando minha cabeça, mas agora posso ter calma, mais calma.
Minha filha retornou para as aulas hoje com vontade de ir, toda feliz porque reviu os amigos, porque está todo mundo junto de novo, outra menina.
Meu filho ainda está se recuperando, podemos dizer que esta rebelde da fisioterapia: tem que fazer mas acha que é bobeira, eu ando encarando como um período sabático, logo ele volta ao normal.
Acostumar às tarefas, por as coisas no lugar e ir andando, sentindo coisas diferentes novas e conhecidas... Estou saboreando essa nova fase.
Que Deus ilumine os nossos caminhos e nos abençoe nessa nova estrada.

Beijos a todos.




terça-feira, 3 de abril de 2018

FILHOS ADOLESCENTES



Ser mãe e "pai" de crianças já é difícil, imagina de adolescentes?
é uma insegurança tão grande porque a gente não sabe se está acertando ou errando, pior quando quer ser diferente, e recebe criticas por esta atuação.
Não quero ser amiga dos meus filhos, quero criá-los para o mundo. Pode não ser do jeito que todo mundo acha, mas queria tentar criá-los sem diminuir, menosprezar, sem envergonhar; fazê-los tomar decisões e arcar com as consequências.
Sem mentiras, porque não quero que mintam, quero que busquem a verdade, que tenham senso critico e aprendam a tirar a própria conclusão sobre qualquer coisa.
Converso com eles sobre tudo que quiserem e também sobre o que não querem, escuto tudo o que dizem, pondero tudo, sem preconceito ou receio, porque quero o canal sempre aberto entre nós, quero participar da vida deles.
Escolhi participar do que ser surpreendida.
A caminhada é meio solitária, ouço todas as opiniões, mas no fim, preciso estar certa do que farei, então, normalmente já tenho uma decisão.
Resumindo: assumi tudo e seja o que Deus quiser e posso afirmar que acima de tudo, só ele para me auxiliar, pois nessa caminhada não existe o caminho certo, existe o percurso se erramos ou acertamos só futuro dirá.


sábado, 2 de janeiro de 2016

FEVEREIRO/2015

O retorno ao trabalho sempre é complicado para mim.
Demoro "seculos" para entrar no ritmo, o corpo quer cama, suavidade, liberdade e a mente tem que pegar no tranco.
Há tempos que o ambiente institucional não tem me deixado feliz. Há um desgaste físico, emocional e psicológico que me faz gastar ainda mais força para continuar, mas enfim, não tem muito o que fazer.
Levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, esse é meu lema; às vezes é complicadoooo, difícil, mas não deixo o desânimo me pegar.
Afinal  sou separada, tenho filhos e sou quase um faz tudo em casa, ao menos na parte administrativa e preciso ter esperança, e correr atrás porque sou eu e mais ninguém .
Tenho que fazer ajustes diário, reanalisar situações, rever meus conceitos, minhas atitudes, sou quase uma mutante (risos), mas a vida tem o dom da transformação e aprendemos que é bem o que Darwin disse:"... Não são os mais fortes que se sobrevivem, mas os que se adaptam melhor às situações..."
Adequar é muito mais fácil do que ficar insistindo em um ponto que não dá certo, e perdemos um tempo danado e precioso, podem acreditar, sei exatamente do que estou falando, e garanto que é melhor ser como a água que contorna as pedras do caminho, do que tentar quebrá-la.

Reflitam.

foto: nectantaurus. blogspot.com.br







JANEIRO/2015

O mês foi bom, tive férias, tive momentos com as crianças.
Fiquei infinitamente emocionada, desbravei novas estradas, aumentei minha autoconfiança.
Retornei ao trabalho com uma sensação de precisar descansar mais, mas, enfim, é preciso continuar.
Estar de férias com a família é bem interessante, eu gosto de estar em casa, perto deles, sentindo o carinho e compensando a falta que eles me fazem durante todo o restante do tempo que estou longe.
É super divertido, a vida fica mais leve, mais fácil e tudo ganha um brilho diferente.
Na realidade família é família, com seus defeitos, suas qualidades, suas manias, conviver da melhor forma é tudo de bom.
Minha família é como qualquer outra, de uns tempos para cá brigamos menos, criamos menos caso uns com os outros, minhas crianças estão naquela fase aborrecente de ser,  as continuam carinhosos, beijoqueiros, querendo colo... Minha mãe, devido à idade está meio implicante, mas faz parte, é só ter paciência, tolerância e tratá-la com carinho. Minha irmã ma é meu braço direito, quase pai das crianças, controla mais, põe de castigo, enfim me auxilia nas questões do dia a dia. Temos nossas diferenças, nossas opiniões e vamos levando, seguindo e sendo feliz.
Nunca imaginei que seria assim, mas passamos por tanta coisa juntos que nos fortaleceu e nos uniu. Não posso dizer que todos os dias estamos felizes como a família do comercial de margarina, mas aprendendo a superar os obstáculos, sempre, e posso garantir juntos fica mais fácil.

Essa foi a lição de janeiro.


foto site: abrata.com.br

RETROSPECTIVA

Queridos amigos,

Um ano passou-se sem eu aparecer por aqui, não foi descaso, foi falta de tempo e filhos adolescentes que tomam conta de todo e qualquer eletrônico que possa haver na residência.
Enfim, este ano prometo ser mais frequente, pois histórias não faltam.

Fiz uma retrospectiva dos meses, com os fatos que mais me marcaram durante o ano, como tenho 2 blogs, vou dividir as matérias escritas e espero que vocês gostem.

Para todos meus desejos de paz, amor, dinheiro e muita, muita mesmo saúde, porque só dependemos dela para realizar nossas conquistas.

Beijo enorme e curtam a retrospectiva.




terça-feira, 2 de dezembro de 2014

AO ENCONTRO DE MIM

Minha cabeça está borbulhando com tantas informações e uma vontade imensa de escrever sobre os mais variados assuntos de uma vez só. 
Tenho a impressão de estar sofrendo de uma overdose intelectual, o que não é nada fácil no meu caso.
Assisto séries, sou fissurada pelas policiais,mas neste domingo abri uma exceção e  assisti a duas séries brasileiras que refletem a minha vida atual: "As 3 Teresas" e "Os Homens São de Marte E É Pra Lá Que Eu Vou".
Na primeira, a Tereza mãe é viúva e mora com a Tereza avó e com a Tereza filha.
São vários universos num só local, vários pontos de vista, várias vidas, mas no fim tudo igual.
Tereza mãe procura um homem "perfeito" ou que tenha no mínimo as qualidades importantes para ela, sendo assim, está namorando um moço, e eventualmente sai com outro, pois os dois se completam (essa história me soa familiar..); Tereza filha, adolescente, 17 anos, a fase não sou mas posso ser, tem um namoro aberto, mas sente ciúmes se o "namorado" sai com outra, além de querer provocar ciúmes no mesmo, beijando o professor...; Tereza avó, eu diria que ela é a adolescente de meia idade, que procura emoções que não pode ter na infância, via de regra é a confidente da neta, e fica ao lado dela, assim como às vezes não.

Na segunda série adorei o tema: mulher separada, com mais de 40, sem filhos, que, pelo que ela pensou, já tentou de tudo: o amor da vida, o homem perfeito, o imperfeito, sexo casual, sexo por sexo, relacionamentos abertos e que agora parou. Chegou à conclusão que se tiver que acontecer, acontecerá ( eu duvido um pouco dessa filosofia, mas não percorri todos os caminhos ainda).

Fico pensando: nós tivemos um caminho árduo até aqui, brigamos contra preconceitos, nos masculinizamos, estudamos, trabalhamos fora.
Provamos para nós mesmas que somos capazes, inteligentes e temos jogo de cintura e agora? O que nos falta?
Voltar às raízes?Ser a dona de casa impecável, a mãe perfeita e zelar por um casamento "feliz"...
Não sei vocês, mas eu estou cansada. Mesmo quando acontece a separação, que temos filhos, ficamos com a parte mais trabalhosa, prazerosa também, mas não tem como negar que exige muito de nós.
Temos que vestira armadura e ir para a guerra diária, enfrentar os dragões do trabalho,  os leões do trânsito, e enfim, quando chegamos ao lar, temos que enfrentar a escravidão dos trabalhos domésticos, e quando chegamos no presente de Deus, estamos cansadas sem energia e paciência.
O final do ano piora um pouco a situação, eu sempre quero colo nesta época, mas isso está em falta no mercado, é um tempo de reflexão, mas sinceramente? Tem anos que prefiro não refletir, queria mesmo hibernar.

Enfim as séries me fizeram pensar o que realmente quero de hoje para frente, e serão pensamentos longoooos.

Espero que para vocês também.