segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

LEMBRANÇAS DO ANO VELHO


O tempo tem passado rápido, um sopro.
2018 foi um ano de conclusões, algumas que eu nem esperava.
As crianças estão altas, grandes e felizes...
Enfim estamos na nossa casa, uma agradável surpresa que Deus nos preparou pelos caminhos que só ele conhece, e através das mãos de minha irmã tornou-se uma realidade.
Outras coisas vão se ajeitando, se arrumando no tempo certo. 
Os sonhos continuam rondando minha cabeça, mas agora posso ter calma, mais calma.
Minha filha retornou para as aulas hoje com vontade de ir, toda feliz porque reviu os amigos, porque está todo mundo junto de novo, outra menina.
Meu filho ainda está se recuperando, podemos dizer que esta rebelde da fisioterapia: tem que fazer mas acha que é bobeira, eu ando encarando como um período sabático, logo ele volta ao normal.
Acostumar às tarefas, por as coisas no lugar e ir andando, sentindo coisas diferentes novas e conhecidas... Estou saboreando essa nova fase.
Que Deus ilumine os nossos caminhos e nos abençoe nessa nova estrada.

Beijos a todos.




terça-feira, 3 de abril de 2018

FILHOS ADOLESCENTES



Ser mãe e "pai" de crianças já é difícil, imagina de adolescentes?
é uma insegurança tão grande porque a gente não sabe se está acertando ou errando, pior quando quer ser diferente, e recebe criticas por esta atuação.
Não quero ser amiga dos meus filhos, quero criá-los para o mundo. Pode não ser do jeito que todo mundo acha, mas queria tentar criá-los sem diminuir, menosprezar, sem envergonhar; fazê-los tomar decisões e arcar com as consequências.
Sem mentiras, porque não quero que mintam, quero que busquem a verdade, que tenham senso critico e aprendam a tirar a própria conclusão sobre qualquer coisa.
Converso com eles sobre tudo que quiserem e também sobre o que não querem, escuto tudo o que dizem, pondero tudo, sem preconceito ou receio, porque quero o canal sempre aberto entre nós, quero participar da vida deles.
Escolhi participar do que ser surpreendida.
A caminhada é meio solitária, ouço todas as opiniões, mas no fim, preciso estar certa do que farei, então, normalmente já tenho uma decisão.
Resumindo: assumi tudo e seja o que Deus quiser e posso afirmar que acima de tudo, só ele para me auxiliar, pois nessa caminhada não existe o caminho certo, existe o percurso se erramos ou acertamos só futuro dirá.


sábado, 2 de janeiro de 2016

FEVEREIRO/2015

O retorno ao trabalho sempre é complicado para mim.
Demoro "seculos" para entrar no ritmo, o corpo quer cama, suavidade, liberdade e a mente tem que pegar no tranco.
Há tempos que o ambiente institucional não tem me deixado feliz. Há um desgaste físico, emocional e psicológico que me faz gastar ainda mais força para continuar, mas enfim, não tem muito o que fazer.
Levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, esse é meu lema; às vezes é complicadoooo, difícil, mas não deixo o desânimo me pegar.
Afinal  sou separada, tenho filhos e sou quase um faz tudo em casa, ao menos na parte administrativa e preciso ter esperança, e correr atrás porque sou eu e mais ninguém .
Tenho que fazer ajustes diário, reanalisar situações, rever meus conceitos, minhas atitudes, sou quase uma mutante (risos), mas a vida tem o dom da transformação e aprendemos que é bem o que Darwin disse:"... Não são os mais fortes que se sobrevivem, mas os que se adaptam melhor às situações..."
Adequar é muito mais fácil do que ficar insistindo em um ponto que não dá certo, e perdemos um tempo danado e precioso, podem acreditar, sei exatamente do que estou falando, e garanto que é melhor ser como a água que contorna as pedras do caminho, do que tentar quebrá-la.

Reflitam.

foto: nectantaurus. blogspot.com.br







JANEIRO/2015

O mês foi bom, tive férias, tive momentos com as crianças.
Fiquei infinitamente emocionada, desbravei novas estradas, aumentei minha autoconfiança.
Retornei ao trabalho com uma sensação de precisar descansar mais, mas, enfim, é preciso continuar.
Estar de férias com a família é bem interessante, eu gosto de estar em casa, perto deles, sentindo o carinho e compensando a falta que eles me fazem durante todo o restante do tempo que estou longe.
É super divertido, a vida fica mais leve, mais fácil e tudo ganha um brilho diferente.
Na realidade família é família, com seus defeitos, suas qualidades, suas manias, conviver da melhor forma é tudo de bom.
Minha família é como qualquer outra, de uns tempos para cá brigamos menos, criamos menos caso uns com os outros, minhas crianças estão naquela fase aborrecente de ser,  as continuam carinhosos, beijoqueiros, querendo colo... Minha mãe, devido à idade está meio implicante, mas faz parte, é só ter paciência, tolerância e tratá-la com carinho. Minha irmã ma é meu braço direito, quase pai das crianças, controla mais, põe de castigo, enfim me auxilia nas questões do dia a dia. Temos nossas diferenças, nossas opiniões e vamos levando, seguindo e sendo feliz.
Nunca imaginei que seria assim, mas passamos por tanta coisa juntos que nos fortaleceu e nos uniu. Não posso dizer que todos os dias estamos felizes como a família do comercial de margarina, mas aprendendo a superar os obstáculos, sempre, e posso garantir juntos fica mais fácil.

Essa foi a lição de janeiro.


foto site: abrata.com.br

RETROSPECTIVA

Queridos amigos,

Um ano passou-se sem eu aparecer por aqui, não foi descaso, foi falta de tempo e filhos adolescentes que tomam conta de todo e qualquer eletrônico que possa haver na residência.
Enfim, este ano prometo ser mais frequente, pois histórias não faltam.

Fiz uma retrospectiva dos meses, com os fatos que mais me marcaram durante o ano, como tenho 2 blogs, vou dividir as matérias escritas e espero que vocês gostem.

Para todos meus desejos de paz, amor, dinheiro e muita, muita mesmo saúde, porque só dependemos dela para realizar nossas conquistas.

Beijo enorme e curtam a retrospectiva.




terça-feira, 2 de dezembro de 2014

AO ENCONTRO DE MIM

Minha cabeça está borbulhando com tantas informações e uma vontade imensa de escrever sobre os mais variados assuntos de uma vez só. 
Tenho a impressão de estar sofrendo de uma overdose intelectual, o que não é nada fácil no meu caso.
Assisto séries, sou fissurada pelas policiais,mas neste domingo abri uma exceção e  assisti a duas séries brasileiras que refletem a minha vida atual: "As 3 Teresas" e "Os Homens São de Marte E É Pra Lá Que Eu Vou".
Na primeira, a Tereza mãe é viúva e mora com a Tereza avó e com a Tereza filha.
São vários universos num só local, vários pontos de vista, várias vidas, mas no fim tudo igual.
Tereza mãe procura um homem "perfeito" ou que tenha no mínimo as qualidades importantes para ela, sendo assim, está namorando um moço, e eventualmente sai com outro, pois os dois se completam (essa história me soa familiar..); Tereza filha, adolescente, 17 anos, a fase não sou mas posso ser, tem um namoro aberto, mas sente ciúmes se o "namorado" sai com outra, além de querer provocar ciúmes no mesmo, beijando o professor...; Tereza avó, eu diria que ela é a adolescente de meia idade, que procura emoções que não pode ter na infância, via de regra é a confidente da neta, e fica ao lado dela, assim como às vezes não.

Na segunda série adorei o tema: mulher separada, com mais de 40, sem filhos, que, pelo que ela pensou, já tentou de tudo: o amor da vida, o homem perfeito, o imperfeito, sexo casual, sexo por sexo, relacionamentos abertos e que agora parou. Chegou à conclusão que se tiver que acontecer, acontecerá ( eu duvido um pouco dessa filosofia, mas não percorri todos os caminhos ainda).

Fico pensando: nós tivemos um caminho árduo até aqui, brigamos contra preconceitos, nos masculinizamos, estudamos, trabalhamos fora.
Provamos para nós mesmas que somos capazes, inteligentes e temos jogo de cintura e agora? O que nos falta?
Voltar às raízes?Ser a dona de casa impecável, a mãe perfeita e zelar por um casamento "feliz"...
Não sei vocês, mas eu estou cansada. Mesmo quando acontece a separação, que temos filhos, ficamos com a parte mais trabalhosa, prazerosa também, mas não tem como negar que exige muito de nós.
Temos que vestira armadura e ir para a guerra diária, enfrentar os dragões do trabalho,  os leões do trânsito, e enfim, quando chegamos ao lar, temos que enfrentar a escravidão dos trabalhos domésticos, e quando chegamos no presente de Deus, estamos cansadas sem energia e paciência.
O final do ano piora um pouco a situação, eu sempre quero colo nesta época, mas isso está em falta no mercado, é um tempo de reflexão, mas sinceramente? Tem anos que prefiro não refletir, queria mesmo hibernar.

Enfim as séries me fizeram pensar o que realmente quero de hoje para frente, e serão pensamentos longoooos.

Espero que para vocês também. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

REPAGINANDO SENTIMENTOS

Há algum tempo estive envolvida com uma pessoa muito especial.
Alguém que me fez perceber as possibilidades amorosas que estavam ao meu alcance, mas por esses revezes da vida, que nunca entendemos e que não nos cabe entender, apenas aceitar, acabou.
Primeiro a sensação foi de indignação, seguida por outra de raiva, e mais uma de tristeza e enfim minha conhecida: a rejeição.
Não vou saber explicar a dor profunda, como se abrisse um buraco, e a dor jorrasse.
Onde, em alguns momentos, senti meu coração com uma pequena chama, agora é só o gelo novamente.
Depois de todo esse tempo, nunca imaginei que isso pudesse acontecer novamente, e tenho tentado a todo custo arrancar essa dor no peito, mas ela não sai.
Achei que poderia ser o orgulho se manifestado e não aceitando a derrota de ser substituida por outra pessoa e pior, não fazer a menor falta.
Muitas pessoas costumam dizer: " ele não te merecia.", mas será que eu o merecia?
Não sei e não vou saber.
O sentimento que tenho é que vou jogando as coisas fora, tirando loucamente, mas não esvazia, a dor está aqui, parecendo que quer se esconder para reaparecer no pior dos momentos.
Vou vivendo, porque já sobrevivi a outros males, e tenho a vida toda pela frente, tenho sonhos e desejos.
Vou ficar com as lembranças do toque, da voz, do riso, do carinho.
Não devo chorar pela dor de perder, mas devo me alegrar por ter vivido.
Acredito que em algum momento eu vá chegar nesse estágio, mas não agora.
Ainda estou na fase de luto....
Um luto que se tornou uma luta, porque quero me livrar, mas volta e meia está tudo lá, acenando para mim.
Muito complicado esse negócio de sentimento, de se deixar levar pelas emoções, um dia  eu aprendo, um dia eu chego lá, tenho fé, mas até esse dia chegar....
Ao contrário do que possa parecer, não tenho raiva, só esse sentimento de  descarte, mas, de certa forma, tenho até a agradecer.
Achei que não sentiria mais nada parecido por alguém, nem algo tão singelo. Descobri que ainda sou capaz de gostar amorosamente de alguém.
Os outros "gostares" eu sei que sou capaz, assim como os outros tipos de amor, mas me apaixonar de novo, isso me parecia impossível.
Sempre achei que adolescentes viviam este tipo de sentimento, e talvez eu seja adolescente... aos 42 anos... vai saber?
Vivemos de forma diversa, alguns marcam os anos, as experiências, os sentimentos.
Eu vivo num redemoinho de sensações, de forma muito intensa, como eu nunca vivi em toda a minha vida, estou me dando o direito de sentir, de viver coisas e situações que não tive a chance anteriormente, mas como costuma-se dizer: estamos vivos para viver.
E vou seguindo, caindo aqui, levantando lá. Em algum momento isso há de passar, afinal as coisas desaparecem, somem, só nos cabe deixar o tempo agir, a poeira acumular, que aos poucos se esquece a intensidade do sentimento, e assim nos preparamos para mais uma aventura.
C'est la vie!
E é bela, muito bela.

E o amor, bem ninguém melhor que Vínicius de Moraes para nos lembrar:

"...Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
..."

O que me falta é aplicar essa frase incondicionalmente em minha vida.

Beijos a todos