Às vezes fico imaginando como seria não viver a emoção de ter filhos, e chego a conclusão que em certos aspectos minha vida não teria sentido.
Olho para eles e vejo o retrato da minha essência, pormenores que lembram de uma pessoa que eu sequer sabia que conhecia.
Aquele abraço no fim da tarde, quando você chega do trabalho e teve um dia daqueles, aquela falação no seu ouvido que não suporta mais barulho, aquele beijo delicioso de boa noite, e os bracinhos passando pelo seu pescoço, hum tudo de bom.
Quando assisto à reportagens referentes à morte ou espancamento de crianças, às vezes pelos próprios pais, fico horrorizada e pensando: " com qual fundamento isso ocorre?".
Bom, o ser humano é cruel por natureza, mas podemos sempre melhorar, o problema é que às vezes não se quer melhorar.
Depois da separação, por muitas vezes, pensei ".. e se tivesse virado aquela esquina ao invés da que eu virei?" e junto vem a ausência das crianças, o que me enche de tristeza.
Em muitos momentos o que me resgatou do fundo do poço foi olhar para eles e buscar, em seu sorriso, força para lutar, força para transcender as dificuldades e conseguir levantar.
Sei o que ainda pode me esperar de todas essas coisas doces e suaves: adolescentes rebeldes que vão conhecer a liberdade e achar que a mãe é muito chata, mandona e etc etc etc.... Não sei até q ponto estou preparada, mas garanto que quero muito passar por tudo isso.
Filho tinha que vir com manual, mas como não vem, temos o direito de aos poucos ir errando e acertando, tentando tomar as melhores alternativas, enfim ir seguindo.
O que tenho a ressaltar na verdade é o seguinte: ser mãe é maravilhoso, mas deve-se querer ser, desejar, ter a veia materna saltitando em seu espírito, mesmo quando não se sabe que ela está lá.
Quando meu primeiro filho nasceu, eu estava sozinha na sala de parto porque quis assim, não queria ninguém fazendo drama, ou roubando a paz do momento.
Não chorei quando meu filho me foi apresentado, o recebi com um bem vindo, meu filho querido, e posso afirmar meio sem jeito, mas quando a enfermeira o trouxe para a primeira mamada e pôs em meus braços aquele bebezinho tão inofensivo, elevei meus pensamentos em Deus e perguntei: "...E agora, Senhor?! Serei eu capaz de cuidar de algo tão frágil? O senhor tem certeza que confia em mim para isso?"
Sim ele confiou e apesar dos pesares, confiou de novo, aos trancos e barrancos, confiando somente na minha intuição e nas coisas que o coração dita, vou sendo mãe há nove anos e 5 meses. Acerto, erro, mas não me arrependo.
Não nego que às vezes o fardo é pesado, às vezes dá vontade de chorar, mas na maioria das vezes o que impera é o sorriso.
Sou bem mãezona mesmo, e isso me prejudica um pouco mas sei que o que importa é que eu os amo integralmente e vou fazendo o que tenho que fazer: às vezes sendo bruxa outras sendo fada, mas sempre seguindo meu senso e a vontade de estar com eles.
Neste mês destinado às mães eu tinha que prestar minha homenagem ao ser em que Deus confiou....nós...mães.
Beijos a todas....
Este blog é direcionado às mulheres que tiveram coragem de romper laços e recomeçar, acreditando em si mesmas, valendo de sua força, coragem e determinação para tomar para si a vida que dividia com outra pessoa, e transformá-la em algo melhor. Na maioria das vezes, surpreendendo-se consigo mesma. Sejam bem vindas.
sábado, 21 de maio de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
O PREÇO DA SEPARAÇÃO....
Olá, queridas amigas,
Já teve a impressão de que quando nos separamos, nos livramos daquele ser que nos fazia infinitamente infelizes, mas que no fundo nós somos prejudicadas?
Estive pensando profundamente sobre isso devido a alguns fatos que ocorreram.
Quero deixar bem claro que amo meus filhos, são minha força, meu incentivo, minha vida, mas ainda sou uma mulher adulta e com desejos, anseios e vontade de viver algumas aventuras.
Trabalho 8 horas por dia, depois chego em casa e ajudo as crianças a fazer as lições, arrumo algumas coisas e logo, logo já é hora de dormir.
Aos fins de semana a correria não acaba, só aumenta, e o "eu -mulher" vai ficando renegado ao tempo e espaço, enquanto isso os "ex's" se divertem o tempo todo, e não adianta dizer que não.
No meu caso, além de se fazer de vítima ainda dá pinta de garotão, como sempre quis.
Às vezes fico com raiva, não acho justo, mas quase sempre a raiva passa ao ver o sorriso dos meus filhos e quantas horas passamos juntos, conversando, vendo filmes, indo às compras e fico pensando "...será q sabe o que está perdendo?" Eu tenho certeza que não. Vão se dar conta na velhice, se não derem a sorte de casar-se novamente .
É complicado porque não quero misturar as estações, sabe? Filhos são filhos e minha vida emocional é outra coisa. Como não tenho vontade de me envolver com ninguém efetivamente, quando consigo uma brecha para sair, as crianças precisam ficar. Tem sido complicado, mas como costumo dizer, em breve eles que terão a própria vida, e eu não estarei assim tão velha, kkkkk.
Sou uma incentivadora para as mulheres que querem se separar, que são maltratadas ou menosprezadas pelos maridos ou aquelas que o amor acabou, mas sempre ressalto: "Fácil não é, mas é incrivelmente prazeroso."
Prazeroso porque você vira dona de si. Não tem que comunicar a ninguém suas decisões, seus desejos.
Se acordar inspirada e quiser dar uma volta no parque com as crianças é só levantar e ir, não preciso prestar conta dos meus atos ou aguentar cara feia de ninguém, reclamações e mau humor.
A liberdade não tem preço.....nem a felicidade, mas lembre-se, sempre ponha na balança o que realmente importa para você e sinta para que lado ela pende e tenha coragem para tomar a atitude necessária ou viva plenamente sem reclamar.
Eu nunca reclamei, até porque, fora de casa ele era irrepreensível, mas dentro de casa só eu e Deus sabemos exatamento de que tamanho que era o calvário, mas águas passadas não movem moínhos....e a vida tem que seguir.
Sigo feliz por muitos e muitos motivos, mas sempre sobram alguns para me entristecer.
Vez por outra o favoritismo do meu filho pelo pai, outra por vez o derretimento da filha ...e a mãe fica ali, na espreita, observando o "bandido" roubando o ouro da mocinha.
Talvez seja ciúmes, talvez seja um sentimento de injustiça, talvez seja falta de maturidade, talvez seja falta de reconhecimento, e talvez seja o mais puro e simples egoísmo e talvez sejam todos esses sentimentos reunidos num único sentimento: INDIGNAÇÃO.
Indignação por nos doarmos tanto e termos que presenciar esse tipo de cena, mas sobrevivo, sobreviverei sempre.
Recolho minha indignação, rego com minhas lágrimas, e a guardo em algum lugar dentro do peito, vez por outra pode até ser que ela grite, exigindo algum tipo de atitude, algum tipo de manifestação, mas não farei a caveira do pai para os filhos. Os alerto para os defeitos, apesar de saber que só perceberão quando acontecer, mas acredito que estou fazendo a minha parte para que a dor da desilusão seja menor, ou talvez eu só esteja querendo diminuir a minha.....Como saber? O tempo dirá.
Pois é, amigas, é assim que sinto atualmente a situação, é com esses olhos que a vejo.
Queria muito saber até que ponto estou enxergando bem ou exagerando ( tenho uma certa tendência para o exagero).
Beijos a todas e espero que eu tenha ajudado, garanto que para mim ajudou, estou bem, bem mais leve....
Já teve a impressão de que quando nos separamos, nos livramos daquele ser que nos fazia infinitamente infelizes, mas que no fundo nós somos prejudicadas?
Estive pensando profundamente sobre isso devido a alguns fatos que ocorreram.
Quero deixar bem claro que amo meus filhos, são minha força, meu incentivo, minha vida, mas ainda sou uma mulher adulta e com desejos, anseios e vontade de viver algumas aventuras.
Trabalho 8 horas por dia, depois chego em casa e ajudo as crianças a fazer as lições, arrumo algumas coisas e logo, logo já é hora de dormir.
Aos fins de semana a correria não acaba, só aumenta, e o "eu -mulher" vai ficando renegado ao tempo e espaço, enquanto isso os "ex's" se divertem o tempo todo, e não adianta dizer que não.
No meu caso, além de se fazer de vítima ainda dá pinta de garotão, como sempre quis.
Às vezes fico com raiva, não acho justo, mas quase sempre a raiva passa ao ver o sorriso dos meus filhos e quantas horas passamos juntos, conversando, vendo filmes, indo às compras e fico pensando "...será q sabe o que está perdendo?" Eu tenho certeza que não. Vão se dar conta na velhice, se não derem a sorte de casar-se novamente .
É complicado porque não quero misturar as estações, sabe? Filhos são filhos e minha vida emocional é outra coisa. Como não tenho vontade de me envolver com ninguém efetivamente, quando consigo uma brecha para sair, as crianças precisam ficar. Tem sido complicado, mas como costumo dizer, em breve eles que terão a própria vida, e eu não estarei assim tão velha, kkkkk.
Sou uma incentivadora para as mulheres que querem se separar, que são maltratadas ou menosprezadas pelos maridos ou aquelas que o amor acabou, mas sempre ressalto: "Fácil não é, mas é incrivelmente prazeroso."
Prazeroso porque você vira dona de si. Não tem que comunicar a ninguém suas decisões, seus desejos.
Se acordar inspirada e quiser dar uma volta no parque com as crianças é só levantar e ir, não preciso prestar conta dos meus atos ou aguentar cara feia de ninguém, reclamações e mau humor.
A liberdade não tem preço.....nem a felicidade, mas lembre-se, sempre ponha na balança o que realmente importa para você e sinta para que lado ela pende e tenha coragem para tomar a atitude necessária ou viva plenamente sem reclamar.
Eu nunca reclamei, até porque, fora de casa ele era irrepreensível, mas dentro de casa só eu e Deus sabemos exatamento de que tamanho que era o calvário, mas águas passadas não movem moínhos....e a vida tem que seguir.
Sigo feliz por muitos e muitos motivos, mas sempre sobram alguns para me entristecer.
Vez por outra o favoritismo do meu filho pelo pai, outra por vez o derretimento da filha ...e a mãe fica ali, na espreita, observando o "bandido" roubando o ouro da mocinha.
Talvez seja ciúmes, talvez seja um sentimento de injustiça, talvez seja falta de maturidade, talvez seja falta de reconhecimento, e talvez seja o mais puro e simples egoísmo e talvez sejam todos esses sentimentos reunidos num único sentimento: INDIGNAÇÃO.
Indignação por nos doarmos tanto e termos que presenciar esse tipo de cena, mas sobrevivo, sobreviverei sempre.
Recolho minha indignação, rego com minhas lágrimas, e a guardo em algum lugar dentro do peito, vez por outra pode até ser que ela grite, exigindo algum tipo de atitude, algum tipo de manifestação, mas não farei a caveira do pai para os filhos. Os alerto para os defeitos, apesar de saber que só perceberão quando acontecer, mas acredito que estou fazendo a minha parte para que a dor da desilusão seja menor, ou talvez eu só esteja querendo diminuir a minha.....Como saber? O tempo dirá.
Pois é, amigas, é assim que sinto atualmente a situação, é com esses olhos que a vejo.
Queria muito saber até que ponto estou enxergando bem ou exagerando ( tenho uma certa tendência para o exagero).
Beijos a todas e espero que eu tenha ajudado, garanto que para mim ajudou, estou bem, bem mais leve....
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O VOO DO PÁSSARO
Criar os filhos para o mundo significa para mim, que em determinado momento eles devem voar..... para bem longe.
Sou muito realista em relação a isso e costumo observar os animais silvestres, que tem os instintos mais aguçados para entender a magnitude de Deus e seus propósitos.
Lembro de um documentário que uma mãe panda, levava seu filhote até a floresta e o deixava lá, para aprender a sobreviver sem ela por perto.......É lógico que El não precisava saber que ela estava escondida observando o desempenho do filhote. Ela me serviu de exemplo.
Meus filhos tem hoje 7 e 8 anos, e no ato da separação, a juíza determinou visitas semanais, com dias alternados, então eles tinham 3 e 5 anos. Só que ela deixou bem claro que assim que tivessem idade suficiente e vontade, as visitas deveriam ser quinzenais e eles passariam o fim de semana com o pai.
Houveram algumas tentativas, mas meus passarinhos não queriam sair do ninho.
Neste último fim de semana, o mais velho se encantou com a possibilidade de ficar brincando na rua com os amigos e não quis voltar comigo.
Fui determinante em deixá-lo e em ressaltar que não voltaria para buscá-lo, que ele teria que ficar lá. E ele, do alto de seus quase 9 anos assumiu o compromisso de dormir pela 1ª vez fora de casa, sem me ligar ou voltar durante a noite.
E ele realmente ficou. Dormiu com o pai, brincou até tarde com os amigos, está se libertando das asas da mãe.
Meus sentimentos são dúbios: um orgulho desmedido porque meu filho está crescendo e um pavor quase tão grande ao perceber que “ meu “ garoto está traçando rotas próprias, seus caminhos.
E cabeça de mãe só pensa o que não presta quando se trata de filhos longe....tive três alucinações achando que ele poderia ser assassinado, atropelado, raptado.....Segurei minha onda muito potentemente...... Sobrevivi!!!!
Ele me surpreende porque estou me preparando para os vôos, só que eles estão acontecendo antes d’eu estar preparada, mas sei fazer as coisas no fórceps, ando preparada para mudanças, querendo ou não.
Crescer é doloroso para ambos os lados; eu só sei da minha dor, mas tenho clara na mente todos os problemas que tive e que dei, tenho leve idéia do que irei passar.
Faz parte do caminho, da caminhada, da vida.
E sempre que possível darei força para o passarinho alçar vôo, e buscar sua vida, seus sonhos; por mais que o coração aperte e a mente conte histórias fantasiosas; é necessário abrir a gaiola para cumprir o que Deus determina, sempre.......
“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.”
Dalai Lama
terça-feira, 9 de novembro de 2010
EVENTOS EM FAMÍLIA.....
Quantos eventos em família hei de suportar antes de ter uma síncope e mandar minha boa educação para o espaço????
Vou esclarecer o motivo da minha cólera momentânea:
Minha linda filha fez aniversário por estes dias e normalmente fazemos um bolinho com refrigerante para comemorar o evento, só o pessoal de casa: eu, meu filho, minhas irmãs, minha mãe, meu cunhado, minhas primas.
Esse ano minha filha fez questão da presença do pai.
Sou tipo de ex-mulher muito compreensiva e sempre me preocupou muito o relacionamento que meus filhos pudessem ter com o pai, mas após a separação, apesar de incentivar o relacionamento, não faço questão de dividir o mesmo ambiente com ele.
Fico incomodada, esse é o termo certo, parece que não estou no lugar correto.
Além do que, ver a alegria das crianças em relação a uma pessoa que me causou tanta dor, tantos aborrecimentos, me dá uma sensação estranha de ingratidão. Sei que não deveria sentir isso.....mas não controlo meus sentimentos, não controlo as sensações, bem que queria, mas também sei dizer que isso não me faz bem algum, então que venham as sensações.
Alguns, mais racionais diriam que a felicidade da criança é que conta, perdõe-me, mas discordo, talvez eu cause muito sofrimento aos meus filhos por ter me separado do pai deles, mas tenho certeza que estivesse casada, o sofrimento teria sido maior. Eu poderia nem mais estar por aqui, tamanho era o meu descontentamento com o relacionamento, e ninguém veio ao mundo para ser infeliz, muito pelo contrário, temos o direito de ser felizes e de deixar ser.
Ando buscando rumos novos, em todos os campos, em todas as esferas, porque tudo na vida é mutável e temos que entender de forma completa.
Temos o direito a mudança, a alegria e a busca da felicidade, sempre pondo na balança o que está valendo mais, para não se arrepender depois e se isso acontecer, se arrepender menos..
Fiquei uns dias chateada com os acontecimentos da festa, com a alegria exultante dos meus filhos em terem o pai durante o evento, mas compreendo racionalmente, mas entendo, emocionalmente falando que eu tenho muito claro na mente os acontecimentos anteriores porque sou adulta, e sofri amargamente cada episódio, cada capítulo, eles, crianças muito pequenas, não tem esse registro claro na mente, talvez vislumbres, talvez nem isso.
Então, o que fazer?
Talvez decida fazer como eu....Pego a carga emocional, e faço um pacotinho, espero estar sozinha, abro o pacotinho, que já ficou um pouco maior e choro, choro e choro.
Não brava com eles, por amarem o pai e nem brava comigo por não suportar isso, mas apenas ponho minha dor para fora, através das lágrimas, sem incomodar, nem machucar ninguém.
No decorrer da minha vida aprendi algumas coisas, entre elas.....aprendi que a pessoa de quem devemos cuidar melhor é daquela que convivemos com ela estreitamente e essa somos nós, os outros devem ser cuidados, mas para tanto temos que estar de bem conosco e ponto final.
Preciso me preparar, afinal tenho mais alguns eventos pela frente, vou levando e aprendendo dia a dia.
Até porque, se está bom para todos, quem tem que aprender a lidar com a situação sou eu.
Beijos e boa reflexão.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A BENDITA PENSÃO
Ainda me considero muito nova nesta vida de mulher separada, tão cheia de emoções como se fosse uma montanha russa.
O pai dos meus filhos nunca foi uma pessoa fácil, e posso garantir que após a separação descobriu que eu posso ser bem difícil também.
Mas tudo tem seu momento de alegria e raiva, e na maioria dos casos digo a vocês que essa oscilação tem apenas um nome: pensão alimentícia.
Tem homem por aí que acha que por filho no mundo é fichinha. E acham isso por dois motivos: não são eles que põe no mundo realmente, somos nós e na grande maioria das vezes não são eles que criam e educam essas coisinhas lindas que com o tempo podem se transformar em monstros horripilantes se não tiver uma mãe dura e determinada, além de cheia de amor e consciente de que um filho é sua contribuição para o mundo.
Já tive brigas homéricas com o pai dos meus filhos por todos os motivos que vocês podem imaginar que envolvam meus filhos, mas não posso reclamar em relação à pensão, tirando um mês ou outro que me dá uma certa canseira e tenho vontade de torcer o pescoço dele, de resto vou levando.
Mas já ouvi histórias horríveis de homens que deemoram uma eternidade para pagar ou que parcelam a do mês e fico pensando....se não fossemos trabalhadoras determinadas a trilhar nosso próprio caminho, o que faríamos?
Tem mulheres que dependem dessa contribuição para comprar o que comer para os filhos, e o pai, não entende, ou quer pirraçar porque a escrava se rebelou, ou descobriu que podia jogar o mesmo jogo que ele, ou simplesmente decidiu ser feliz sozinha já que junto não tava dando.
Fico indignada com tamanha mesquinharia, com tamanha falta de bom senso, falta de amor com o próprio filho, porque será seu filho, independente de quantas namoradas ou esposas o pai tenha, ou de quantos namorados e maridos a mãe resolva ter, e isso dura a vida toda.
Amor de filho não diminui porque o pai muda de casa, diminui porque quando o pai muda de casa, corta vínculos, fere, às vezes não percebe a quem e magoa, e na maioria das vezes, a mãe não precisa mover uma palha, até porque as crianças hoje em dia são bem espertas, percebem por si só tudo o que acontece.
Se la vie......
Na realidade, eu gostaria muito que os pais fossem pais de verdade. Que se preocupassem com o bem estar dos filhos, não para criticar quem cuida deles, mas para participar da vida, participar dos momentos, cuidar daquele pedacinho que também é seu, mas que um dia será do mundo e daí, já era, vai ser muito tarde para qualquer outra coisa..
Beijos.....
domingo, 30 de maio de 2010
ÁLBUNS DE CASAMENTO
Outro dia, num daqueles dias, onde parece que os ex se juntaram e querem acabar com o nosso bom dia, estávamos conversando quando o assunto surgiu espontâneamente: o que fazer com o álbum de fotos do casamento?
Tão cheio de lembranças e rostos conhecidos... inclusive o do ex, no meu caso, o pai das crianças.
Tem gente que rasga, põe fogo, outros jogam pela janela.... O meu? Está bem guardado, quase enterrrado, mas não jogo fora.
Por quÊ? É simples. Fotos são recordações de momentos que foram felizes, não importa se hoje a realidade é outra.
Tenho filhos, e cedo ou tarde eles vão querer saber a história dos seus pais, diga-se de passagem, uma história que não me faz orgulhosa e nem feliz, mas escolhas tem dessas coisas, você sempre sofre as conseqüências e tem que arcar com elas.
Duro é vc olhar fotos e ver aqueles rostos felizes, com semblantes cheios de promessas e sonhos, que, se estamos falando sobre isso, é porque não se realizaram ou se quebram pelo caminho.
Mas não acho certo se livrar das lembranças, como se pudesse abrir um vácuo entre o antes e o depois, mas isso vai aliviar a dor? Diminuir a tristeza? Alterar o passado? Claro que não.
O pai dos meus filhos queria levar o álbum para os parentes ver, depois da separação, e ainda arrematou: “.... Quem sabe não ponho fogo nisso tudo?”
Minha indignação foi suprema: “....Como assim?! Por fogo???!!!! Se vc já não ia levar antes, não vai ser agora. Se alguém tiver que queimar qualquer coisa aqui, esse alguém sou eu, já que fui eu que paguei!!!!!!!!
Materialista???? Pode ser. Mas não admito esse tipo de desaforo. Por mim teria tirado eles das fotos e guardado minhas imagens, mas, infelizmente não dá. Então guarda-se tudo e espera-se que um dia consiga olhar para tudo aquilo, sem um pingo de emoção, apenas fotos de pessoas distantes, quem sabe?
Mas é isso, que mais se pode fazer? Ter paciência e deixar o tempo agir, aos poucos.
Por hoje é só....
Bjs para todos.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
REALIDADE.....
Sabe qual é a pior coisa após a separação? Você recuperar a sua auto estima, o seu amor próprio, a sua personalidade.
Fiz descobertas imensas nestes 3 anos de separação, descobertas que estavam enterradas, enterradas não é o termo correto, eu diria trancafiadas a 20 mil chaves dentro de mim.
Uma delas foi a capacidade de viver. durante um período da minha vida, achei q minha melhor coisa era ser mãe, esposa, tinha me perdido da mulher que nunca fui.
Nunca fui porque a mulher que nasceu depois da separação foi alguém que eu não conhecia, alguém que eu não sabia q existia, mas muito melhor do que eu podia imaginar.
Hoje me olho no espelho e não encontro requicios da outra mulher, às vezes me sinto poderosa, outras maravilhosa, fico até inibida comigo mesma por me achar tanto assim, só q eu sempre estive ali, com todas aquelas qualidades, com todo aquele amor para dar e receber e não havia retorno.
Durante um período da minha vida, senti como se quisessem me fazer acreditar, e quase conseguiram, que eu era uma mulher fraca e que precisava de alguém ao meu lado para me direcionar, para eu seguir.
Descobri q não preciso. Que só preciso de alguém q queira me amar como eu sou, com os meus todos defeitos e alguma s qualidades, de resto.... eu me viro, não é fácil, mas é gratificante.
Tem histórias pacas por aí a fora de mulheres que matam 5 leões por dia e sobrevivem, eu mato um, às vezes 2, mas estou feliz.
E felicidade incomoda. Sempre.
Estou querendo reajeitar minha vida, não é fácil, mas preciso. Sei q vou perder algumas "mordomias" mas vou conquistar o q sempre quis.... a Liberdade.
Quero levar meus filhos para crescer com responsabilidade e felicidade incutida no peito e no coração.
Precisamos de nosso espaço e vou batalhar por isso, devagar, pq tenho q dar um passo de cada vez, não posso me precipitar, nem correr, mas acredito em mim. Em 38 anos aprendi a acreditar.
Se eu soubesse q a separação ia me dar essa dimensão.... teria me separado antes.
Relacionamentos me deixam sempre assim, com medo das algemas, com duas crianças então, o medo vira pavor.
Ando fazendo coisas q nunca fiz na vida e q sei q não preciso deixar de fazer, só encontrar um caminho, um vão.
Às vezes é díficil, mas sempre achei q o q vem de forma fácil não tem muito valor, fica sem sabor.
A realidade é dura, mas vale a pena, tenho q me adaptar a certas coisas, porque viver é isso, e sei q posso, antes achava que não, agora tenho certeza que td é possível.
Minha alma está sendo nutrida, meu coração... vai bem obrigada, e a vida ..... está aí para ser vivida, tem seus encantos e seus desabores, mas um serve para compensar o outro e ponto final.
Por hora é só, bjs a todos....
Fiz descobertas imensas nestes 3 anos de separação, descobertas que estavam enterradas, enterradas não é o termo correto, eu diria trancafiadas a 20 mil chaves dentro de mim.
Uma delas foi a capacidade de viver. durante um período da minha vida, achei q minha melhor coisa era ser mãe, esposa, tinha me perdido da mulher que nunca fui.
Nunca fui porque a mulher que nasceu depois da separação foi alguém que eu não conhecia, alguém que eu não sabia q existia, mas muito melhor do que eu podia imaginar.
Hoje me olho no espelho e não encontro requicios da outra mulher, às vezes me sinto poderosa, outras maravilhosa, fico até inibida comigo mesma por me achar tanto assim, só q eu sempre estive ali, com todas aquelas qualidades, com todo aquele amor para dar e receber e não havia retorno.
Durante um período da minha vida, senti como se quisessem me fazer acreditar, e quase conseguiram, que eu era uma mulher fraca e que precisava de alguém ao meu lado para me direcionar, para eu seguir.
Descobri q não preciso. Que só preciso de alguém q queira me amar como eu sou, com os meus todos defeitos e alguma s qualidades, de resto.... eu me viro, não é fácil, mas é gratificante.
Tem histórias pacas por aí a fora de mulheres que matam 5 leões por dia e sobrevivem, eu mato um, às vezes 2, mas estou feliz.
E felicidade incomoda. Sempre.
Estou querendo reajeitar minha vida, não é fácil, mas preciso. Sei q vou perder algumas "mordomias" mas vou conquistar o q sempre quis.... a Liberdade.
Quero levar meus filhos para crescer com responsabilidade e felicidade incutida no peito e no coração.
Precisamos de nosso espaço e vou batalhar por isso, devagar, pq tenho q dar um passo de cada vez, não posso me precipitar, nem correr, mas acredito em mim. Em 38 anos aprendi a acreditar.
Se eu soubesse q a separação ia me dar essa dimensão.... teria me separado antes.
Relacionamentos me deixam sempre assim, com medo das algemas, com duas crianças então, o medo vira pavor.
Ando fazendo coisas q nunca fiz na vida e q sei q não preciso deixar de fazer, só encontrar um caminho, um vão.
Às vezes é díficil, mas sempre achei q o q vem de forma fácil não tem muito valor, fica sem sabor.
A realidade é dura, mas vale a pena, tenho q me adaptar a certas coisas, porque viver é isso, e sei q posso, antes achava que não, agora tenho certeza que td é possível.
Minha alma está sendo nutrida, meu coração... vai bem obrigada, e a vida ..... está aí para ser vivida, tem seus encantos e seus desabores, mas um serve para compensar o outro e ponto final.
Por hora é só, bjs a todos....
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